Todos os Smartphones têm avançado nos últimos anos, e fazem praticamente as mesmas coisas. Mas se você olhar para os detalhes verá que – dependendo das suas necessidades – um pode ser bem melhor do que outro. 

A maioria das plataformas de smartphone tem suporte para touchscreen e/ou teclados e permite navegar na internet, executar aplicativos, visualizar fotos, jogar, ouvir música e ver filmes. E embora elas possam atuar da mesma forma em um modo geral, nem todos os smartphones são iguais. Aqui é onde eles se igualam, e onde se diferenciam: 

 
Nota: Nós atualizamos algumas anotações na tabela para refletir o animado debate que ocorre nos comentários (referente ao post original, no Giz US), e queremos que isto continue aqui no Gizmodo Brasil.
Nota 2: Incluímos o Symbian na tabela. 
 
iPhone 
A Apple é tão obstinada em manter um alto nível de satisfação do usuário e de frustração reduzida no iPhone, que eles chegam a permitir claramente que algumas características-chaves de smartphones  fiquem de fora – particularmente as características que sejam difíceis de aplicar na interface com o usuário, ou que exijam muita bateria. O resultado é uma interface bem esperta (com falhas ocasionais, sim, mas menos do que em outras) que, no entanto, deixa você querendo mais. O SO 3.0 do iPhone (descrito em detalhes aqui) respondeu à maioria das queixas dos usuário, como a falta de notificações push, copiar e colar e pesquisa, mas ainda fomos deixados sem gravação de vídeo, navegador com suporte a Flash e aplicativos verdadeiramente multitarefa rodando em segundo plano. 
 
Windows Mobile 
O Windows Mobile é brilhante para a turma dos executivos devido à sua capacidade de suportar e-mails seguros, trabalhar com infraestruturas de corporações de computador e executar aplicativos corporativos proprietários criados inteiramente dentro do ecossistema do aparelho da Microsoft. Você pode executar e fazer o que bem quiser em um celular Windows Mobile, o que é ótimo. Mas devido aos celulares serem feitos por diversas empresas concorrentes – sem nenhuma garantia de qualidade consistente – a interface e a experiência do usuário não se comparam com as de outras plataformas, por isso o SO não é tão bom para as pessoas que querem um smartphone divertido para seu uso pessoal. 
Uma das principais queixas gira especialmente em torno da tela e a sua ausência sistêmica tanto de touchscreen capacitivo amigável aos dedos quanto de interação multitoque. O WinMo parece realmente esquisito quando você usa o dedo, e de outro modo você é obrigado a usar uma caneta irritante (e que se perde facilmente). 
O argumento oficial para a falta de suporte de touchscreen capacitivo é enigmático. Veja o que Prithvi Raj, Gerente de Produto de Experiência do Consumidor do Windows Mobile nos disse: 

Neste momento, estamos focados no toque resistivo, porque queríamos garantir a mais alta qualidade durante toda a experiência com o celular, inclusive em diversas aplicações como o Excel ou o Word. No entanto, temos melhorado o nosso software para ajudar as telas resistivas a atuar como capacitivas em certas áreas como o "suporte a gestos" e o "motor físico" que você vê em toda a nova interface dos celulares com suporte do Windows Mobile 6.5.

Hum. Bem, pelo menos, eles estão reconhecendo a necessidade de um melhor suporte a gestos, bem como a necessidade de imitar a tecnologia de toque capacitivo. Apesar disso, nós preferíamos que eles simplesmente pulassem todo esse trabalho e fizessem um upgrade. 

 
Android 
O Android é o sonho do code monkey. Como o SO é totalmente open source, você pode fazer qualquer coisa que quiser para o telefone. Isso significa que praticamente qualquer recurso que você desejar em um celular é possível no Android – mesmo a interação multitoque que não é oficialmente suportada – desde que alguém possa escrever um aplicativo ou extensão para isso. A desvantagem? Mesmo o lançamento oficial do G1 da Google/HTC/T-Mobile tem um design da interface que parece incoerente, como se você estivesse utilizando quatro diferentes sistemas operacionais em vez de um. Além disso, apesar de todo este amor livre, há apenas um celular disponível atualmente, e é feio como cão chupando manga. Nota: Para mais informações, você deve ler este detalhado artigo Android vs iPhone por Gina no Lifehacker. 
 
BlackBerry 
Tal como o Windows Mobile,o BlackBerry da RIM também é um telefone voltado para os negócios, mas com um esforço orientado para o consumidor muito mais coerente em curso. Relativamente intuitivo e bem-estruturado para uso, se alimenta de um servidor de e-mail que não está atrás de nenhum outro no que se refere a receber mensagens para você assim que elas são enviadas. E uma vez que o telefone só funciona com o hardware da BlackBerry, fica praticamente assegurado que o SO vai funcionar sem problemas (praticamente). Mas apesar de todos os esforços deles para animar as coisas com o admirável SO 4.6 e o não tão admirável BlackBerry Storm edição touchscreen, esse continua sendo um celular bastante utilitário que serve a um propósito principal: envio de mensagens superior. Nota: O Blackberry foi considerado como não tendo uma Pesquisa Universal pois ele não pesquisa arquivos ou aplicações. 
 
Web OS e o Palm Pre 
O Palm Pre com seu Web OS novo em folha tem potencial para ser o concorrente mais próximo do iPhone, fundindo a simplicidade zen e beleza do SO do iPhone com o poder de processamento em segundo plano dos celulares Android ou WinMo. Você pode executar quantos aplicativos quiser  ao mesmo tempo, e gerenciá-los utilizando um sistema que permite que você navegue rapidamente através dos aplicativos como se fosse um sistema de fotografia, ótimo para controlar muitas coisas de uma só vez. Porém ele também integra a Internet em tantas facetas de sua interface (pesquisa, contatos, interface com o usuário, etc), que algumas vezes você pode nem sequer perceber que está usando a Internet. Se o iPhone é para o homem comum, o WinMo para o executivo, o Android para o programador e o BlackBerry para o viciado em informação, o Web OS bem que poderia ser para a garotada antenada que tenta acompanhar as midias sociais e a Web 2.0. Vamos ver o que acontece quando a coisa realmente pegar. 
Há qualquer coisa que você queira acrescentar sobre as diferenças entre os SO dos smartphone? Este é obviamente um panorama destinado a destacar os diferenciais mais cruciais, mas se você tem algo que deseja compartilhar que vá um pouco mais a fundo na questão, por favor, escreva imediatamente nos comentários. 
 
Symbian S60 (versão 3, atualização 2)
Popularíssimo no Brasil e Europa, presente em celulares da Nokia, Samsung e LG, o Symbian consegue atender usuários tanto corporativos quanto os que buscam um aparelho com mais entretenimento. O multitarefa funciona elegantemente (PB: eu mesmo uso o meu E71 ouvindo música com headphone bluetooth, navegando na internet com o Gmail ligado e escrevendo coisas) e parece exigir pouco do hardware. Talvez por causa da compra do Symbian pela Nokia (que quer abrir o código agora), há comparativamente menos programas para a plataforma, nem há uma app store tão bem organizada quanto a da Apple.
Mas a grande desvantagem do S60 (a versão 3.2) em relação aos outros é a ausência de touchscreen. O primeiro celular com essa capacidade (o Xpress Music 5800), que está para chegar no Brasil, é touch mas com tela não-capacitiva, o que exige a canetinha para funcionar direito, como os celulares com WinMo. Além disso, a resolução é limitada. Apenas a quinta edição (não há quarta em respeito aos asiáticos, que acham que o número 4 dá azar), que chegará com o N97, o já mencionado Xpress Music e o Omnia HD, traz suporte à resolução 640×360.