Como tudo na vida, os serviços tecnológicos também encontram o seu fim. E este é o caso do Android Gingerbread, uma das versões mais populares do sistema operacional do Google, que perderá oficialmente suporte da empresa após uma década na ativa.

De acordo com a companhia, todos os smartphones rodando a versão do Android 2.3.7 ou inferior não poderão mais se conectar aos serviços do Google a partir de 27 de setembro. A desenvolvedora do Android afirma que, depois dessa data, os usuários que ainda permanecerem utilizando a plataforma podem se deparar com erros ao tentar acessar Gmail, YouTube, Maps e outros programas proprietários do Google.

Se o dispositivo que você está usando puder ser atualizado para Android 3.0 ou superior, o Google solicitará que você faça isso para continuar acessando aplicativos da Play Store. Caso o contrário, os serviços só poderão ser acessados por meio de um navegador de internet no celular.

Como Ars Technica explica, bloquear o acesso do Gingerbread aos aplicativos e serviços do Google já era algo esperado e fundamental para ecossistema Android como um todo. Essas versões mais antigas do Android não têm acesso a recursos de segurança mais recentes, como a autenticação de dois fatores, o que significa que não são tão seguras atualmente. De qualquer forma, menos de 0,2% dos usuários estão no Gingerbread, o que não deverá representar um baque significativo quando a plataforma for oficialmente encerrada.

Android Gingerbread (ou pão de mel)

Lançado em dezembro de 2010, o Gingerbread (também conhecido como Android “pão de mel” no Brasil) foi a sétima versão do Android e, indiscutivelmente, uma das mais icônicas na história da plataforma, pois foi a primeira a iniciar um cronograma anual de atualização para o sistema — durou 10 meses antes da estreia do Android 3.0 Honeycomb. Antes disso, o software ganhava um update principal a cada três meses. Dá para acreditar?

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O Gingerbread introduziu uma série de recursos no Android com os quais estamos acostumados, como o método pressionar e selecionar para copiar e colar, a capacidade de alternar entre duas câmeras (uma frontal e uma traseira) e suporte para NFC, abrindo caminho para pagamentos sem fio. O sistema também trouxe o primeiro Easter Egg do Android, se tornando uma tradição da plataforma, que passou a esconder mini-jogos e outras surpresas dentro do próprio software.