O Google não está matando todos os tablets, mas não fará mais tablets próprios. É uma grande pena que a fusão entre o Android e o ChromeOS nos últimos anos seja abissalmente revisada de forma infeliz, ainda mais considerando que o Pixel Slate talvez seja o tablet perfeito para o sistema operacional.

O Google não anuncia publicamente tablets desde o Slate, mas, segundo a Computerworld a empresa tinha pelo menos dois dispositivos em desenvolvimento. Isso mudou quando, no início da semana, o Google removeu os tablets de seu roadmap e resolveu se concentrar em laptops para os futuros dispositivos Chrome OS.

Rick Osterloh, que é o chefe de dispositivos do Google, confirmou a informação no Twitter:

Tradução: Ei, é verdade…a equipe de hardware do Google estará concentrada apenas em fazer laptops, mas não se engane: as equipes de Android e Chrome OS estão 100% comprometidas com um trabalho de longo prazo com nossos parceiros fabricantes de tablets para todos os segmentos de mercado (consumidores, empresas e instituições de ensino).

Em um comunicado ao Gizmodo, um representante do Google confirmou dizendo que o “Chrome OS cresceu em popularidade em uma ampla gama de tipos de dispositivos e continuaremos a trabalhar com nosso ecossistema de parceiros em laptops e tablets. Para os esforços de hardware do Google, estaremos concentrados em laptops Chrome OS e continuarão a oferecer suporte ao Pixel Slate”.

Neste interim, vamos lamentar, pois o Google tinha potencial de fazer algo tremendo. Em 2015, o Google lançou o tablet Pixel C, um belo aparelho com um sistema operacional que falhava na transição entre os modos tablet e laptop. Parecia um tablet quase perfeito e que, com um pouco de trabalho, poderia se tornar o melhor da categoria.

Na sequência, eles fizeram o Pixelbook, que continua a ser o melhor Chromebook mesmo dois anos após o lançamento, apesar do alto preço e um hardware antigo. Ele também é um dos melhores laptops 2 em 1 disponíveis. Parecia, então, uma decisão simples que o se o Google combinasse as lições aprendidas com o Pixelbook e o Pixel C, a empresa poderia fazer um tablet que pudesse bater de frente com o iPad e o Surface e, ocasionalmente, até superá-los.

No ano passado, o Google lançou o Pixel Slate, que deveria ser este super dispositivo. Ele tinha problemas com a superfície de vidro e o teclado estranho, mas adorei o sistema operacional, que combinava quase perfeitamente o Chrome OS e o Android OS, permitindo que você usasse o tablet como um Chromebook com o teclado conectado e depois converter em um tablet de consumo de mídia, ao remover o acessório.

Infelizmente, minha experiência foi a exceção, pois várias outras análises encontraram um sistema cheio de problemas — particularmente ao passar do modo laptop para o modo tablet e vice-versa. As coisas começaram a parecer ainda piores quando sugiram rumores em março de que o Google estava reorganizando sua divisão de hardware.

Embora nem Osterloh nem o Google esteja dizendo por que eles decidiram parar de fazer seus próprios tablets, pode-se considerar que houve uma baixa recepção ao Pixel Slate como um dos motivos. Particularmente, pelo fato de o Pixelbook ainda ser visto em alta conta, mesmo anos após seu lançamento. Quando você considera que o Google fez um dos melhores dispositivos para ChromeOS e um dos aparelhos topo de linha com as piores análises sobre ele, é fácil entender por que a companhia está se se concentrando em laptops.

Algo que a Computerworld enfatizou, e que foi reiterado pelo Google quando eles conversaram comigo, é que a companhia não vai deixar o ChromeOS ou o negócio de hardware para Android. Smartphones e laptops continuarão a ser feitos. Laptops com telas touch e dobradiças em 360 graus também devem ser opções de produtos feitos pela empresa. No entanto, tablets puros, que podem ser convertidos em um laptop com um teclado adicional, não.

Pelo menos, isto é uma notícia boa se você estiver procurando um Chromebook feito pelo Google. Agora, se você estava esperando que a empresa iria fazer o tablet definitivo com seu sistema operacional, digamos que você está sem sorte.