Em outubro, a Alphabet – empresa-mãe do Google – anunciou que iria começar a fechar sua rede social, o Google+, após investigações internas revelarem bugs que poderiam ter vazado informações do usuário. O período proposto de 10 meses para o encerramento foi reduzido para apenas 90 dias, agora que um bug adicional na API foi descoberto, afetando cerca de 52,5 milhões de usuários.

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Sua primeira reação pode muito bem ser “eita, o Google+ tem 52,5 milhões de usuários?” e sim, nós compartilhamos sua surpresa.

E não foram poucos dados vazados: nomes completos, idades, gênero, status de relacionamento, endereços de e-mail, ocupações e/ou escolas frequentadas, e locais de residência.

O bug, de acordo com o Google, “concedeu permissão para visualizar informações de perfil sobre o usuário mesmo quando as configurações estavam como não-público” durante os seis dias entre a descoberta do erro em novembro e sua correção.

O Google+ representa um alvo tão irrelevante que a empresa alega não ter encontrado “nenhuma evidência de que os desenvolvedores que tiveram esse acesso por seis dias estavam cientes dele ou o usaram indevidamente de alguma forma”.

Então, novamente, mais detalhes podem surgir, e se eles o fizerem, não seria a primeira vez que uma empresa de tecnologia minimizaria o impacto de um vazamento de dados.

Google, por razões desconhecidas, afirmou que, embora o Google+ para o público geral dará o seu último suspiro em abril, a empresa vai “continuar a investir no Google+ para empresas”, seja lá o que isso signifique.