A Fitbit acertou bastante quando fez o One, um pequeno monitor de atividade física. Mas depois, a empresa – cedendo à pressão das concorrentes, como a Nike – fez a pulseira Fitbit Flex. Não havia nada de errado com seu formato, mas ela perdeu muito da funcionalidade que tornava o One tão bom, e parecia um grande retrocesso. Hoje, a empresa apresenta o Fitbit Force: ele é exatamente o que o Flex deveria ter sido.

Assim como o Flex, o Fitbit Force é uma pulseira de silicone. Ele é um pouquinho mais largo, e um pouco mais grosso. No entanto, ele ainda se encaixa confortavelmente sob o punho de uma camisa de manga comprida, e não é volumoso.

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A primeira diferença que você notará aqui é a tela OLED azul, bastante agradável. Usando a tela e o botão solitário à esquerda, você pode saber quantos passos você deu, a distância total estimada, calorias queimadas, andares que você subiu, hora e data, e o tempo total em que você esteve ativo.

O Force consegue saber quantos andares você subiu porque, ao contrário do Flex, ele possui altímetro. É uma adição importante, pois ajuda a estimar melhor quantas calorias você queimou. O fato de que o Force serve também como relógio não parece muito relevante, mas dado que você precisa usá-lo no pulso o dia inteiro, é bom que ele tenha essa função. Ele também tem um cronômetro.

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Assim como os outros Fitbits, o Force acompanha seu sono para mostrar o quanto você dorme (ou não), e quanto tempo você fica se movendo na cama. Ele tem um motor de vibração, que pode acordar você com um alarme silencioso. Mas remova-o antes de tomar banho: ele aguenta uns esguichos, mas não é à prova d’água. Todas as informações coletadas pelo Force são exibidas em um layout com visual muito bem concebido, tanto no site como nos apps da Fitbit.

Ele vem com um dongle USB, que serve para sincronizar dados com seu computador sem usar fios. Você precisa estar a até 6 m dele, no entanto, e tem que instalar um software antes. Ele também sincroniza com Android e iPhone através do protocolo Bluetooth 4.0 Smart (Low Energy). No entanto, isto só funciona com poucos dispositivos Android (Samsung Galaxy S3/S4 e Note II, porém a lista deve aumentar em breve). O Force tem NFC embutido, então deveria parear automaticamente com meu Android, mas isso não funcionou.

Uma função interessante que virá para iOS 7 (e talvez para Android no futuro) é configurar o Force para notificar sobre chamadas recebidas. Ele vibra e exibe o nome da pessoa, se estiver em seus contatos, ou mostra o número. Você não pode atender nem rejeitar chamadas, mas dependendo do caso, isso pode economizar tempo. Esse recurso será lançando em breve.

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A Fitbit diz que a bateria dura 10 dias com uma só carga. Nós usamos o Force durante dois dias inteiros, e a bateria ainda está quase no 100%, então parece que a empresa está falando sério; no entanto, é preciso fazer mais testes para confirmar isso. Em geral, a pulseira é bastante confortável: não atrapalha, e é fina o bastante para não afundar no meu pulso enquanto digito. Além disso, para mim, ele é bonito, e não atrapalharia o visual mesmo que você vestisse algo quase formal. Ele às vezes se prende aos pelos do pulso, no entanto.

O Fitbit Force será vendido por US$ 130. Isso é US$ 30 mais caro do que o Flex e o One. Ele é certamente muito melhor do que o Flex, mas se você preferir algo mais discreto (que permanece em seu bolso, não no pulso) então é melhor ir de One. É importante notar também que, no review do Flex, ele era muito menos preciso que o One – esperamos que a Fitbit tenha corrigido isso no Force. [Fitbit]