O Netflix não está para brincadeira. O serviço quer mudar a concepção que as pessoas têm dele, de um mero transmissor de conteúdo para a de um produtor. Não é de hoje que conteúdo original dá as caras por lá, mas House of Cards, a última produção exclusiva do Netflix, é diferente. É coisa grande.

A série é estrelada por Kevin Spacey e tem na produção e direção dos dois primeiros capítulos David Fincher (A Rede Social, Clube da Luta). Trata-se de uma série, com 13 episódios, que mostra o jogo de poder de um deputador norte-americano que, não tendo sido escolhido para ser o secretário de Estado dos EUA, passa a fazer de tudo para derrubar o governo que ajudou a eleger.



Além de parecer ser uma série sensacional — o USA Today disse que é “a coisa mais bela da TV que você verá este ano” –, House of Cards pode ser decisivo para o futuro do Netflix. A série, lançada hoje no serviço, apareceu por lá completa. Se você quiser (e tiver disposição) para ver os 13 episódios numa tacada só, sem problemas. A segunda temporada, inclusive, já está assegurada.

O detalhe que faz a diferença é que, para chamar a atenção para a série e, em última instância, para o serviço que oferece, o Netflix está disponibilizando, por um mês, o primeiro episódio gratuitamente para não assinantes. Assistiu e curtiu? Assine aqui, pague a mensalidade, veja o resto da série e tenha contato com todo acervo de filmes e séries. A oferta é válida também no Brasil, onde os desafios do Netflix vão além da pirataria.

O Netflix já derrubou a Blockbuster e, apesar de passar por problemas nos EUA e de algumas decisões meio estranhas em seu passado recente, ele tem potencial para partir com tudo contra o modelo de TV hoje estabelecido. Duvida? Dê uma olhada no primeiro episódio de House of Cards, então. Quando séries assim se tornarem corriqueiras no Netflix, ter uma TV por assinatura talvez não será mais tão interessante. [Gizmodo US, Folha]