O Instagram anunciou nesta quarta-feira (18) que começará a banir influenciadores que promovem “itens como cigarros eletrônicos, produtos de tabaco e armas” em posts patrocinados.

O Facebook, que é dono do Instagram, proíbe há um tempo que marcas comprem espaços de publicidade para estes tipos de produtos, mas havia uma forma de burlar isso em posts pagos feitos por influenciadores, que não estavam sujeitos às mesmas regras. Isso significava que as marcas podiam entregar dinheiro para terceiros promoverem coisas que não podiam ser anunciadas, como armas ou cigarros eletrônicos.

O anúncio significa que os influenciadores perderão essa solução potencialmente lucrativa, com o Instagram escrevendo que a aplicação começará “nas próximas semanas”. É a primeira vez que a empresa estabelece “limites para o conteúdo patrocinado por influenciadores”, segundo o Axios.

No mesmo post, no entanto, o Instagram anunciou que estava lançando mais ferramentas para usuários avançados colaborarem diariamente com anunciantes e compartilharem análises em campanhas. Como observou a CNN, isso, juntamente com o lançamento em junho de um recurso que permite às marcas transformar promoções pagas em anúncios oficiais do Instagram, parecem fazer parte de uma estratégia do Instagram para obter um corte na receita dos influenciadores — que historicamente é negociado diretamente entre as celebridades do Instagram e anunciantes fora da plataforma.

A ação do Instagram vem após a ASA (Advertising Standards Authority), um grupo do setor de publicidade do Reino Unido que estabelece diretrizes para empresas sediadas lá, proibiu quatro empresas de cigarros eletrônicos de promover produtos em páginas públicas do Instagram. Um dos fabricantes argumentou que ele estava apenas fornecendo informações factuais sobre vaping, de acordo com o Guardian, mas a ASA determinou que suas postagens cheias de celebridades no Instagram “claramente iam além do fornecimento de informações factuais e eram de natureza promocional”.