A Intel anunciou nesta segunda-feira (4) que comprou a empresa israelense Moovit por US$ 900 milhões. A aquisição deve enriquecer a operação da Mobileye, uma subsidiária da empresa concentrada em carros autônomos.

Aparentemente, a ideia é juntar a expertise das companhias para o desenvolvimento de taxis robóticos. A Intel prevê que o mercado de transporte autônomo movimentará US$ 160 bilhões até 2030, então a aquisição é estratégica para tentar acelerar os esforços já iniciados pela Mobileye.



Apesar do anúncio, a Intel fez questão de dizer que nada mudará no aplicativo Moovit. Então, os usuários poderão ainda usar a plataforma de planejamento de viagens, que possibilita saber itinerários de transporte público, serviços de carona, além de outros modais como patinete e bicicleta.

Ainda que o grande público não tenha muito conhecimento, a Moovit atua bastante numa área chamada MaaS (mobility as a service, ou mobilidade como serviço), fornecendo informações para que governos ou empresas simplifiquem o processo de mobilidade urbana. Segundo o site da companhia, eles já trabalharam para o MTA, a empresa que administra o transporte metroviário em Nova York, além das prefeituras das cidades de Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA), e Palermo, na Itália.

Do lado da Mobileye, que também é israelense, a empresa conta com soluções para carros autônomos. Então, ela atua com direção automatizada — por meio de câmeras instaladas em veículos — e sistema de direção automática para ônibus autônomos e robôs. Até o momento, a companhia tem atuado com tecnologia de visão de segurança, com o objetivo de tornar as vias mais seguras, além de reduzir congestionamentos e salvar vidas. A empresa trabalha com várias montadoras de automóveis para fornecer serviços de segurança para o condutor.

A Moovit permanecerá independente, mas sua tecnologia e os dados coletados de mais de 800 milhões de usuários em 102 países serão integrados à unidade de veículos autônomos da Mobileye.

De acordo com a Reuters, um dos primeiros passos da aquisição é tentar criar uma pequena frota de táxis autônomos em cidades de Coreia do Sul, França e Israel.

[Intel e Reuters]