Após muitos atrasos, os processadores Ivy Bridge da Intel finalmente foram lançados mês passado. Agora vem a versão para notebooks. Semana que vem daremos uma olhada na primeira leva de ultrabooks Ivy Bridge, cortesia da Intel.



Os chips Ivy Bridge dual-core de 17 watts serão a força da safra de ultrabooks desse ano e eles quase dobrarão a velocidade de codificação de vídeo. Eles também estão mais próximos em desempenho de suas contrapartes quad-core do que qualquer outra geração de chips. Melhores, mais rápidos, tudo de bom, mas isso é o que se espera de qualquer nova geração. A parte mais interessante é o que a Intel está fazendo na sua estratégia geral dos ultrabooks.

Em seu blog, a Intel diz que mostrará ultrabooks movidos pela sua terceira geração de processadores Core na Computex Taipei 2012, semana que vem. A empresa também relata alguns números chocantes: a Intel está ciente de 110 ultrabooks em produção. Este é um número enorme considerando que existem apenas 21 ultrabooks disponíveis no momento. Em adição ao formato fininho e tradicional de notebooks que já vimos até agora, a Intel diz que há “30 sistemas com touchscreen” a caminho, dos quais 10 serão conversíveis/híbridos.

A Intel também atualizou as especificações que definem ultrabooks Ivy Bridge:

  • Designs finos: dispositivos ultrabooks devem ter 18mm ou menos de espessura para sistemas com telas menores que 14″ e 21mm ou menos para sistemas com telas de 14″ ou mais; alguns modelos atuais são muito mais finos;
  • Responsividade: todos os ultrabooks com Intel Core de terceira geração acordam num piscar de olhos — indo de um estado de profundo sono (s4) para pronto para uso (interação via teclado) em menos de 7 segundos e acordando do modo “hibernar” ainda mais rápido. Adicionalmente, eles devem ser responsivos enquanto ativos, o que significa que eles abrirão e rodarão as aplicações favoritas do usuário rapidamente;
  • Autonomia estendida: dispositivos ultrabooks devem oferecer pelo menos 5 horas de autonomia, com muitos atingindo o nível recomendado de 8 horas mesmo nos formatos mais finos;
  • Segurança habilitada: a tecnologia Anti-Theft é uma tecnologia baseada em hardware que torna possível travar um sistema ultrabook se ele for perdido ou roubado e ajuda a proteger informações sensíveis armazenadas no disco rígido do dispositivo.
    Sistemas ultrabooks vêm com a tecnologia Intel Identity Protection ativada para prover experiências online mais seguras para atividades como compras, Internet banking ou jogos online. Ela usa autenticação no nível do chip similar aos tokens usados por bancos e é amplamente recomendada por experts em segurança como uma abordagem mais eficaz do que a autenticação unicamente via software;
  • Entrada/Saída mais rápidos: dispositivos ultrabooks baseados na terceira geração do Intel Core devem ter a tecnologia USB 3 ou Thunderbolt para permitir transferências incrivelmente rápidas;
  • Processador: devem ser movidos pela família de processadores Intel Core para ultrabooks.

A maior mudança nos requisitos são a autonomia maior e a porta de entrada/saída de alta velocidade. As quais são ótimas, de verdade, mas as melhorias dessa rodada focam na experiência, não em especificações. Você não notará diferença alguma no fato do seu ultrabook ter hardware anti-furto até que perca o seu notebook. O mesmo vale para a responsividade instantânea, que vem melhorando geração após geração na medida em que os OEMs aprendem seus próprios truques, sem depender exclusivamente da cartilha da Intel. E embora a Intel não mencione isso no anúncio, é bastante certo que recursos dos ultrabooks menos-usados-mas-incríveis, como a tecnologia auto-atualizável Smart Connect que dará acesso Wi-Fi de graça em praticamente todo lugar — serão bastante presentes já nessa geração.

Ainda não se sabe quando exatamente você poderá comprar um ultrabook Ivy Bridge, mas hey, tomemos isso como um ponto de partida.