Nos últimos anos, principalmente com a urgência da pandemia, as pessoas passaram a se preocupar mais com a saúde para que a reclusão não afetasse a qualidade de vida. O jeito foi recorrer a gadgets e aplicativos de bem-estar, exercícios e nutrição.

Hoje em dia, os smartwatches já antecipam como a tecnologia irá proporcionar uma vida mais saudável nos próximos anos. Esses dispositivos contam com sensores que medem regularmente temperatura, batimentos cardíacos, quantidade de oxigênio no sangue, nível de estresse, assim como a saúde do sono. Incluem ainda configurações que alertam usuário se algo não está bem.

Os relógios inteligentes também se tornaram um suporte para uma infinidade de exercícios e práticas esportivas, gerando dados, gráficos e métricas de condicionamento físico.

Porém, isso é apenas o começo!

Com a evolução da Inteligência Artificial (IA), muito em breve os assistentes pessoais serão verdadeiros “personal trainers virtuais”, interagindo e orientando como os usuários podem ter uma vida mais saudável.

Monitoramento da saúde em tempo real

Com a chegada do 5G e a popularização da Internet das Coisas (IoT), as pessoas terão travesseiros inteligentes, roupas de ginástica inteligentes ou bicicletas inteligentes. Tudo estará conectado, monitorando em tempo real a vida do usuário, coletando dados e oferecendo orientações personalizadas de como manter a saúde física e mental.

A partir desses dados, a IA também poderá encontrar um tempo na agenda do usuário para que ele possa ir a uma academia, dar dicas ao acordar como a refeição ideal para otimizar os benefícios de um treino.

Os algoritmos abrem um mundo novo para que academias e startups inovem, ampliem e moldem esse mercado. Segundo um estudo do Research N Reports, o mercado fitness movimentará 62,1 bilhões de dólares em 2025, ante os US$ 17,9 bilhões de 2019.

Vida fitness tecnológica

Com a vida corrida do cotidiano, com agendas apertadas, academias lotadas e excesso de informações online sobre vida saudável, os algoritmos podem ajudar a organizar, filtrar e personalizar treinos, além, é claro, de motivar os usuários a cuidarem mais de si mesmos.

Contudo, o uso de assistentes digitais também motivará que as pessoas pratiquem mais exercícios por conta própria, sem a supervisão de médicos ou orientações de profissionais de educação física, o que pode ser um risco para o surgimento de lesões ou agravamento de doenças pré-existentes.

Porém, apesar desses desafios, esses gadgets e aplicativos inovadores tem potencial de revolucionar a indústria fitness e mudar –para melhor– os hábitos das pessoas.