Faltam poucos meses para a Apple anunciar mais uma geração do iPhone, mas rumores sobre os novos aparelhos continuam surgindo sem parar. Um dos mais recentes mostra que os próximos dispositivos prometem ser mais rápidos não apenas no processador, mas também na conexão com internet. E isso graças ao suporte adicional para Wi-Fi 6E.

Segundo o DigiTimes (via Apple Insider), diversos fornecedores da Apple, incluindo Win Semiconductors, Advanced Wireless Semiconductor Company e Visual Photonics Epitaxy Comp, estariam se beneficiando pela alta demanda de fabricação dos novos iPhones. Todas essas empresas fabricam componentes relacionados ao Wi-Fi 6E, o que só intensifica os boatos de que os smartphones virão mesmo com essa característica.

Wi-Fi 6E é a especificação mais recente e avançada para redes sem fio, e foi oficialmente aprovada pela Wi-Fi Alliance em 2020. Ao contrário dos padrões Wi-Fi anteriores, que funcionam em bandas de 2,5 GHz ou 5 GHz, o Wi-Fi 6e utiliza a banda de 6 GHz, que por sua vez não é tão congestionada e, por isso, entrega velocidades maiores de dados, podendo chegar até 9,6 Gbps.

É sempre importante lembrar que essa velocidade é a máxima que uma conexão wireless pode atingir, mas isso vai depender de alguns fatores. Isso inclui o plano de internet que você contratou para sua casa ou empresa, a posição do roteador, intensidade do sinal distribuído pela operadora, entre outros.

Fato é que, ao adicionar suporte para Wi-Fi 6E no iPhone 13, a Apple seguiria os passos da concorrência. A linha Samsung Galaxy S21, por exemplo, é uma das poucas que é compatível com o padrão. Além disso, a adoção da Apple por esse novo padrão poderia diminuir mais rapidamente os preços dos roteadores Wi-Fi 6E, que ainda são muito caros.

iPhone 13 pode ser anunciado até outubro

Além do Wi-Fi 6E, outras melhorias que virão no iPhone 13 podem incluir baterias maiores, taxa de atualização de 120 Hz, um entalhe menor para o Face ID e câmeras aprimoradas. Com todos esses recursos, parece que a Apple ficou bastante otimista em relação às vendas dos novos aparelhos. Isso porque, de acordo com a Bloomberg, a empresa pediu a seus fornecedores para produzirem 90 milhões de iPhones de próxima geração em 2021, o que representa um aumento de 20% em relação aos 75 milhões de iPhones produzidos no ano passado.

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Quanto ao lançamento, é provável que a Apple siga uma estratégia parecida com o que aconteceu em 2020. Por conta do surto de Covid-19 — e da escassez de chips —, o evento de anúncio do iPhone, que costuma acontecer sempre em setembro, foi adiado para outubro. Como ainda não saímos da pandemia, já se espera o mesmo atraso para este ano.