No dia 11 de março de 2011, um dos mais fortes terremotos já registrados teve o epicentro próximo à costa do Japão. Mas a maior devastação – incluindo muitas das mais de 15.000 mortes – não foi causada pela terra tremendo, e sim pelas ondas potentes do tsunami que viajou a até 10 km na terra.



Cinco anos depois, muitas das comunidades atingidas pela tragédia ainda tem um longo caminho a percorrer. Cidades inteiras foram destruídas em questão de minutos, resultando em mais de 200.000 moradores do Japão sendo forçados a mudar de casa, seja temporariamente ou permanentemente. Isso quer dizer que muitos lugares precisam passar por anos de limpeza de detritos antes de uma nova construção ser iniciada. Você pode conferir o progresso – em alguns casos, a ausência de progresso – nessa coletânea de imagens. A da esquerda foi tirada nos dias seguintes ao tsunami, enquanto a segunda é de 2016. Use os sliders para navegar.

Prédios inteiros foram derrubados pelas ondas em Onagawa. Após passar anos limpando os restos, trabalhadores agora estão ocupados elevando o nível do solo. Caminhões transportando terra são comuns de se ver pelo litoral.

Um navio realocado pelo tsunami foi parar no meio de uma área residencial em Kesennuma, onde permaneceu por dois anos. Muitos prédios destruídos ainda estão passando pelo processo de limpeza, e o reparo da estradas ainda está em andamento.

Uma ponte destruída pelas ondas em Kesennuma foi limpa por uma escavadeira nos dias seguintes ao tsunami, mas um ano depois ainda não havia sido completamente reconstruída. A infraestrutura básica, como novas linhas de energia e telefone, começou a ser implementada em 2016.

Apesar de algumas construções terem sobrevivido às ondas do tsunami em Minamisanriku, muitas acabaram sendo demolidas por problemas estruturais. Prédios de um andar precisaram ser modificados para incluir um abrigo de emergência para futuros tsunamis. Na foto de 2016 você pode ver um segundo andar amarelo que foi construído em cima de um prédio que sobreviveu ao desastre.

Fotos via AP/David Guttenfelder e Eugene Hoshiko