De acordo com uma análise do Cleantech Group, o Kindle é mais bonzinho com a natureza do que os velhos livros de papel — desde que você não seja uma daquelas pessoas estranhas que leem menos do que cinco livros por ano.

A análise comparou as emissões de carbono da produção dos livros eletrônicos com as da publicação de livros impressos. Apesar dos processos de fabricação e mineração envolvidos da construção de um Kindle, ele ainda se saiu como a opção mais ecológica, já que não se compara a um único exemplar de livro impresso. Como Emma Rich, que condiziu a análise, explica:

Os aproximadamente 168kg de CO2 produzidos durante o ciclo de vida de um Kindle configuram-no como um claro vencedor na economia em potencial: 1.074kg de CO2 se estiver substituindo 3 livros por mês durante quatro anos; e até 26.098kg de CO2 se usado à capacidade máxima do Kindle DX. Leitores menos frequentes atraídos pelos preços decrescentes podem ainda neutralizar a emissão ao ler em média 22,5 livros durante a vida útil do produto.

O fim das contas é que se você só lê 22,5 livros ou menos a cada quatro anos, você não precisa se sentir culpado por um usar um e-reader em vez da boa e velha leitura em papel. Quem lê mais que isso, como eu, vai fazer a coisa ecologicamente certa e encomendar um Kindle, como eu. [CNET]