Imagens de satélite captaram o resultado do colapso de um lago de lava no vulcão Kilauea do Havaí, revelando um enorme novo lago de água.

O novo lago foi formado como resultado de a caldeira, uma cratera chamada Halema’uma’u, ter desabado no pico do Kilauea. Agora que a cratera se encheu de água, é possível que ela leve a erupções ainda mais explosivas no vulcão havaiano.



Imagens aéreas de diferentes datas do vulcão Halema'um'uImagem: Joshua Stevens/NASA Earth Observatory

O Kilauea é um vulcão de 1.200 metros de altura que esteve em atividade de 1983 até 2018. A partir de 2010, a cratera Halema’um’u se encheu de lava, criando um lago com o material.

No entanto, 2018 foi marcado por uma onda de atividade em Kilauea, desencadeando uma erupção destrutiva que liberou quase um quilômetro cúbico de lava que fluiu pela áreas habitadas da cidade e para o oceano. Esse evento foi a maior erupção de Kilauea em dois séculos.

Junto com a erupção, veio o lento e dramático colapso do solo de Halema’um’u, deixando um buraco de mais de 450 metros de profundidade enquanto a lava escoava. Isso mudou a paisagem da cratera, que agora parece ser muito mais profunda e está rodeada por um alto penhasco.

Mas a história de Halema’a’u’u não termina aqui. A água começou a acumular no fundo da cratera um ano depois, e hoje é um lago de pelo menos 30 metros de profundidade ocupando uma área maior que cinco campos de futebol, de acordo com o comunicado de imprensa do Earth Observatory da NASA.

Basicamente, a cratera vai até muito abaixo do lençol freático, ou seja, no limite superior onde as águas subterrâneas saturam a terra. Essa água começou a encher uma espécie de poço aberto.

O novo lago pode significar más notícias para futuras erupções em Kilauea. O vulcão tipicamente entra em erupção de forma explosiva. Se a água se dissolver no magma, pode causar a acumulação de vapor, um aumento da pressão e talvez uma liberação mais dramática e potencialmente perigosa de lava.

Os vulcanólogos continuarão a estudar Kilauea para entender como poderão ser as suas erupções futuras.