Que o lixo espacial está aumentando cada vez mais, já não é mais novidade. Em cima de nossas cabeças existe um grande ferro-velho em órbita e todos esses detritos sem controle começam a trazer problemas. Um deles é a dificuldade de implantação da internet via satélite.

Recentemente, falamos sobre a falta de controle do lixo espacial e explicamos o que é. Mas como isso pode afetar a implantação de satélites para distribuição de uma boa internet? A resposta é simples, apesar de ser o espaço, ele pode ficar pequeno para tanto objetos “no mesmo metro quadrado”.

Imagina uma via de mão dupla em que no meio caminho alguns veículos comecem a quebrar e ninguém os tira de la, a partir disso, os que vem atrás precisam desviar e às vezes precisam até ir na contramão e automaticamente isso causa problemas para quem vem, causando um congestionamento ainda maior nessa via, inclusive colisões, um verdadeiro engarramento orbital.

É exatamente isso que está acontecendo no espaço, mais necessariamente na órbita baixa da terra (LEO). A comercialização da “internet espacial”, já começou, mas já era para estar a passos mais largos.

Um exemplo disso são os cerca de 40 satélites de internet lançados em órbita pela Starlink, de Elon Musk em fevereiro desse ano que foram destruídos após uma tempestade solar.

Após ficarem inutilizáveis, esses satélites não foram recuperados para serem descartados na terra, eles permanecem em órbita, o que não impende e nem preocupa o empresário a mandar novos equipamentos de internet para o espaço, já que ele pretende mandar cerca de mais 30 mil satélites para a LEO nos próximos anos.

Soma-se os que já existiam antes, os que estão surgindo agora e é possível ter uma noção do motivo de tanto lixo espacial e do porque esse ferro-velho está atrapalhando a distribuição da internet via satélite.

A Agência Espacial Europeia (ESA) investiu € 800 mil para tentar buscar uma solução que evite colisões entre satélites no espaço e encntre novos lugares para novos satélites de internet.

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A corrida espacial privada há anos deseja que o espaço se torne “a nova internet”, mas parece que o projeto está cheio de “spam” e ainda não inventaram um filtro que o livre do problema indesejado.

Vale lembrar que recentemente um relatório da NASA mostrou que a LEO tem pelo menos 100 milhões de fragmentos do tamanho de um grão de sal, 500.000 do tamanho de uma bola de gude e 26.000 fragmentos iguais ou maiores que uma bola de beisebol, tamanho suficiente para destruir um satélite.