O argumento das operadoras é que o Brasil ainda não completou sua fase 3G e que todas ainda investem muito dinheiro em infra para a tecnologia. Abrir o bolso para comprar licença da faixa de 2,5 GHz seria, na visão delas, um investimento muito grande no momento. Ao mesmo tempo, nenhuma delas apresentou um plano indicando quando o tal investimento no 3G irá acabar. Ou seja, o objetivo é apenas postergar. Imaginamos que, para elas, a instalação do HSPA+, que tem o triplo de velocidade do 3G atual, seja o objetivo — mas diferente da publicidade pintada, isso não é 4G.

O ministro das Comunicações Paulo Bernardo chegou a chamar as empresas de “reclamonas” e bancou o leilão em 2012, mas agora baixou a guarda e disse que o adiamento só ocorre com o aval da presidente. Porém, caso Dilma Rousseff continue com a proposta de que o Brasil tenha 4G até a Copa de 2014, atrasar o leilão seria algo perigoso. Bernardo também disse que o leilão irá focar não só no valor oferecido pela licença, mas também no prazo de implantação das redes. Nas palavras do ministro: “Não queremos só arrecadar. Queremos serviço de qualidade, cobertura e prazo para funcionar. Não adianta arrecadar um dinheirão se o serviço não for oferecido para a população”. Esperamos que isso aconteça de verdade, e que o lobby das operadoras não atrase a implantação de uma tecnologia tão importante.