Em 2016, Mark Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, lançaram a Chan Zuckerberg Initiative com o modesto objetivo de curar todas as doenças antes do fim do século.

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Agora, a Chan Zuckerberg Initiative está concentrando sua atenção em doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Nos próximos cinco anos, a instituição planeja financiar US$ 2,5 milhões para cientistas em início de carreira na área de doenças neurodegenerativas para impulsionar seus projetos. Além disso, o plano é dar US$ 1 milhão para cientistas nos próximos três anos em diferentes áreas que eles queiram estudar para investigar a degeneração neural.

Os esforços de investimento da Chan Zuckerberg Initiative estão concentrados em pesquisa básica, que geralmente não atrai muito financiamento, apesar da importância crítica de se estudar esses problemas. O mesmo acontece com os novos subsídios da institução para doenças neurodegenerativas, que agora, inclusive, está aceitando aplicações da comunidade científica.

Embora já tenham sido gastos milhares de dólares para tentar entender doenças neurodegenerativas, há ainda um monte de coisas básicas que ainda não entendemos. Sobre Alzheimer, por exemplo, não sabemos porque a enfermidade afeta certas regiões do cérebro mais que outras, a ligação entre a inflamação e a doença, ou como exatamente as células do cérebro morrem. Pesquisas básicas podem ajudar a trazer alguma luz para estas questões — e talvez, em algum dia, até levar à cura.

Um esforço em financiamento nesta área é fundamental, ainda mais considerando que as farmacêuticas ainda não conseguem oferecer tratamentos efetivos. Em janeiro, a Pfizer anunciou que pararia de investir em pesquisas relacionadas a Alzheimer e Parkinson após anos sem apresentar resultados.

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