O painel da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) divulgou, nesta sexta-feira (3), que Minas Gerais registrou os 5 primeiros casos da variante do coronavírus denominada Mu, descoberta inicialmente na Colômbia, em janeiro.

A caracterização dessa variante foi realizada pelo Centro de Tecnologias de Vacinas (CT-Vacinas), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para o G1, Flávio Guimarães da Fonseca, professor e pesquisador do CT-Vacinas, disse que ainda não há informações se os casos foram importados ou se há transmissão comunitária da cepa no estado.

Segundo ele, as amostras foram coletadas e enviadas para testagem entre os dias 13 de julho e 5 de agosto.

É preciso lembrar que o Brasil já registrou 10 casos da variante. Também conhecida como B.1.621, ela foi detectada primeiramente durante os Jogos da Copa América. Duas pessoas da delegação colombiana, que jogaram em Cuiabá contra o Equador em 13 de junho, testaram positivo para ela.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando a situação, uma vez que declarou a Mu como variante de interesse — e isso é preocupante. Uma cepa do SARS-CoV-2 recebe essa definição quando apresenta mutações no material genético que podem implicar em uma alta taxa de transmissão ou resistência às vacinas.

“A variante Mu tem uma constelação de mutações que indicam propriedades potenciais de escape imunológico. Dados preliminares apresentados ao Grupo de Trabalho de Evolução do Vírus mostram uma redução na capacidade de neutralização de soros de convalescentes e de vacinados semelhante à observada para a variante Beta, mas isso precisa ser confirmado por estudos adicionais”, diz um relatório da OMS.

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Ao todo, a cepa já é responsável por 4,6 mil casos em pelo menos 40 países, sendo quase 2 mil somente dos Estados Unidos. Para evitar a contaminação, é essencial manter as medidas sanitárias, como higienização das mãos, vacinação e distanciamento social.