O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, confirmou, nesta terça-feira (31), a primeira morte relacionada à variante delta do coronavírus. A informação foi dada à GloboNews.

De acordo com a Secretaria municipal da Saúde de Piracicaba, a vítima é uma mulher de 74 anos, com comorbidade, já vacinada com duas doses do imunizante Coronavac. Geralmente, a identificação da variante ocorre via sequenciamento genético.

O caso foi reportado pelo município ao governo do estado. De acordo com as autoridades, há outros cinco casos da delta sendo monitorados em Piracicaba, sendo dois homens e três mulheres — com idades entre 10 e 52 anos. Já em todo o estado, há 747 casos registrados da delta, a maioria na cidade de São Paulo (405).

Estudos apontam que a variante é muito mais transmissível e tem maior probabilidade de atingir o sistema imunológico, o que ressalta a importância das medidas sanitárias, como o distanciamento social, higiene das mãos, máscaras e, principalmente, a vacinação.

Como um esforço para conter o vírus, o Ministério da Saúde anunciou que idosos com mais de 70 anos que completaram o esquema vacinal há seis meses e pessoas imunossuprimidas (com baixa imunidade) que tomaram a segunda dose há ao menos 28 dias devem receber uma terceira dose.

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A imunização de reforço já está sendo feita em diversos países, como Israel — que já viu um aumento da proteção de até seis vezes contra casos graves e hospitalizações. Outros lugares também aprovaram a medida, como Hungria, Chile, Uruguai e França.

[GloboNews]