A Agência Espacial Americana (NASA) e a Agência Espacial Europeia (ESA) assinaram um acordo para liderar uma resposta às mudanças climáticas. O documento chamado “Declaração das Intenções” foi formalizado na última terça (17) pelo Diretor Geral da ESA, Josef Aschbacher, e o Administrador da NASA, Bill Nelson. 

Com a nova parceria, as duas agências irão desenvolver estratégias para trabalhar em conjunto para mapear os danos da crise climática e desenvolver atividades de interesse científico, político e programático – o que chega em um momento muito oportuno, já que o relatório do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC) deixou claro que é ‘agora ou nunca’ a hora de agir. 

Nelson disse que a mudança climática é um desafio global que requer uma ação imediata com todas as ‘mãos na massa’. Segundo ele, este acordo estabelecerá um padrão a ser seguido para a colaboração dos país, e fornecerá informações valiosas para enfrentar o desafio imposto pela crise no clima. 

Nas últimas semanas, nós acompanhamos os efeitos da crise climática de perto. Imaginávamos que teríamos até 2030 para resolvermos o problema – mas já vimos que não dá. A Europa tem enfrentado incêndios florestais e altas temperaturas sem precedentes, a América do Norte viu seus conterrâneos ‘morrendo de calor’. Há algo que podemos fazer e essa coisa é acabar com a emissão de gases do efeito estuga imediatamente. 

Toni Tolker-Nielsen, Diretor Interino dos Programas de Observação da Terra da ESA faz questão de destacar outros efeitos que estamos enfrentando por conta da crise climática como o derretimento das geleiras e o aumento do nível do mar. Ele aponta que tanto a ESA quanto a NASA possuem ferramentas do mais alto nível e experiência para o avanço das ciências da Terra. Trabalhando juntos, serão capazes de enfrentar muito mais. 

Essa não é a primeira vez que ESA e NASA unem forças e firmam parcerias. As agências já trabalharam juntas na CyroSat  e na IceSa t–  ‘missões de gelo’ como são conhecidas. Ambas monitoram a situação das geleiras terrestres. Elas também se juntaram com o mais novo satélite lançado para medir o aumento do nível do mar, a missão Copernicus Sentinel-6.

Recentemente a NASA lançou uma ferramenta – baseado nos dados do relatório do IPCC – para monitoramento do nível do mar. Qualquer usuário pode acompanhar os possíveis cenários de elevação baseado nas mudanças climáticas. No pior dos cenários, de maior emissão e altas temperaturas, o mundo verá suas terras invadidas pela água. 

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Ficou claro que várias agências estão se esforçando para acompanhar e dar os exemplos mais específicos sobre qual será nosso futuro se não tomarmos medidas imediatas. 

[SciTechDaily]