A Estação Espacial Internacional (ISS) está com os dias contados. O módulo, que foi palco de mais de 3 mil projetos de pesquisa, deve ser aposentado pela NASA no início de 2031. Na data, o laboratório orbital deve ser jogado de volta à Terra, realizando um mergulho no Oceano Pacífico. Um final dramático para a gigante da ciência. 

A ISS, que entrou em órbita em 1998, foi planejada para operar durante 15 anos. Felizmente, sua vida útil superou as expectativas e permitiu uma série de estudos nas últimas duas décadas. Cientistas puderam cultivar verduras no espaço, sequenciar DNA e até mesmo imprimir órgãos no laboratório. Uma série de pesquisas que deve ajudar astronautas quando estiverem em missões no espaço profundo. 

Apesar do tom de despedida, a NASA tem planos de continuar operando a ISS até 2030 – e muita coisa ainda deve sair de lá. É só no ano seguinte que o módulo será colocado em rota de colisão com o Ponto Nemo, o local mais distante de qualquer continente ou ilha da Terra, que serve como cemitério de espaçonaves e outros detritos espaciais.

O nome é uma referência à Vinte Mil Léguas Submarinas, obra de Júlio Verne. Além de ser o nome do anti-herói do romance, Capitão Nemo, a palavra também significa “ninguém” em Latim – o que faz sentido para a região monótona do globo.

Futuro da exploração espacial

Calma, este não é o fim da exploração espacial. A agência está abrindo espaço para que o setor privado assuma protagonismo na exploração do espaço, financiando empresas que devem desenvolver projetos para novas estações espaciais. O plano é ter os novos laboratórios operando parcialmente antes da aposentadoria da ISS.

Dessa forma, a NASA não ficará mais responsável pela manutenção e operação da estação. Isso resultará em uma economia de U$ 1,3 bilhão (quase R$ 7 bilhões) em 2031, valor que deve ser destinado à exploração de regiões mais profundas do espaço. Marte, aí vamos nós.

Vale lembrar que a agência americana, apesar de ser a mais conhecida, não é a única a trabalhar no espaço. A China lançou o primeiro módulo de sua estação espacial no ano passado e planeja torná-la totalmente operacional ainda em 2022. A Rússia também tem planos de lançar seu próprio laboratório orbital em 2030.