No último mês, a NASA enviou uma nova espaçonave de reabastecimento à Estação Espacial Internacional (ISS). O veículo levava uma impressora de tecido humano 3D, desenvolvida com o objetivo de regenerar feridas de astronautas em missões espaciais. 

A Bioprint FirstAid, como foi chamada, faz parte de um estudo do Centro Aeroespacial Alemão. Ela utiliza células da pele do próprio paciente para criar um adesivo capaz de formar tecido humano e acelerar o processo de cicatrização.

Existe uma justificativa por trás do uso das próprias células dos pacientes: os cientistas acreditam que, dessa forma, há menos chances do corpo considerar o órgão um objeto estranho e rejeitar o transplante. As células poderiam ser extraídas do sangue e do tecido adiposo dos viajantes antes das missões. 

Não é a primeira vez que impressoras de tecido humano 3D são testadas na ISS. Na verdade, uma equipe do Wake Forest Institute for Regenerative Medicine, na Carolina do Norte, ganhou recentemente a competição Vascular Tissue Challenge, organizada pela NASA. A criação do grupo envolvia uma impressora 3D capaz de imprimir tecido de fígado humano. 

O uso da tecnologia é essencial para missões futuras na lua, Marte e além, já que garante a segurança dos astronautas. A pesquisa também deve ser útil no desenvolvimento e transplante de órgãos humanos na Terra.