A NASA e a SpaceX ainda planejam a realização do primeiro lançamento do programa comercial tripulado para o espaço em maio, indicando que o calendário da missão não mudou apesar da pandemia de coronavírus.

Um convite da NASA publicado nesta quarta-feira (18) e noticiado pelo TechCrunch diz que o teste Crew Dragon Demo-2 da SpaceX , que enviará os astronautas Bob Behnken e Doug Hurley para a Estação Espacial Internacional (ISS) em um foguete Falcon 9, está “mirando meados de maio para o lançamento”.

A data é bem próxima da programação revelada em fevereiro, que era por volta de 7 de maio, embora ainda exista a possibilidade de o lançamento ser adiado para junho.

A missão marcará “o retorno das capacidades de lançamento de voos espaciais tripulados dos Estados Unidos e o primeiro lançamento de astronautas americanos a bordo de um foguete e nave espacial americanos desde a última missão do ônibus espacial realizada em 8 de julho de 2011”, de acordo com a NASA.

A agência espacial já toma medidas para preservar a saúde dos astronautas antes do lançamento, incluindo uma quarentena de duas semanas e suprimentos de inspeção de microorganismos. Mas a NASA disse à Business Insider no início deste mês que estava “limitando o contato com os membros da tripulação” Behnken e Hurley (e provavelmente do astronauta de apoio e emergência Kjell Lindgren) para evitar que eles se contaminem com o vírus e o levem para o espaço.

O transporte de astronautas americanos entre a ISS e a Terra é realizada atualmente por meio de compra de espaços nos foguetes Soyuz, lançados pela Roscosmos, a Agência Espacial Federal Russa.

Os esforços da NASA para desenvolver alternativas por meio do programa de tripulação comercial tem enfrentado inúmeros atrasos. Além do Crew Dragon da SpaceX, a Boeing está desenvolvendo o CST-100 Starliner, embora um teste em dezembro de 2019 tenha mostrado que a nave não conseguiria atingir a órbita adequada. A data em que essa solução poderá levar pessoas para o espaço depende de a Boeing consertar diversos problemas de seu projeto.

A NASA implementou uma política de trabalho remoto obrigatória para todos os funcionários que não são essenciais para missões, depois de algumas de suas instalações, como a Michoud Assembly Facility em Nova Orleans e o Jet Propulsion Laboratory em Pasadena, Califórnia, já terem decidido de forma independente o home office.

O administrador da NASA, Jim Bridenstine, disse que outra instalação, o Centro de Pesquisa Ames na Califórnia, estava totalmente fechada e trabalhando remotamente para cumprir uma ordem de abrigo imposta pelas autoridades locais.