Este ano tem sido incrível para os entusiastas de belas imagens espaciais, então às vezes sinto que estou exagerando ao publicar mais uma nova imagem por aqui e dizer “olha isso! É bem maneiro!” Mas quer saber? Somos pessoas trabalhadoras, que merecem um descanso para se maravilhar com o Universo. Então dá só uma olhada nesta nova imagem da Nebulosa da Tarântula, uma região de alta energia repleta de estrelas bebês em uma galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães.

Imagem: ESO

A Nebulosa da Tarântula é a região mais brilhante do topo desta imagem acima. Ela tem mil anos-luz de diâmetro, compondo uma grande porção da Grande Nuvem de Magalhães, galáxia vizinha da nossa Via Láctea e que tem apenas 14 mil anos-luz de diâmetro. Para efeito de comparação, a Via Láctea tem 100 mil anos-luz de diâmetro.

Confira abaixo um vídeo com zoom na imagem que você vê acima:

Astrônomos criaram essa imagem usando o Telescópio VLT Survey, no Observatório Paranal do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. Mais especificamente, ele conta com uma câmera OmegaCAM de 256 megapixels, com uma dúzia de filtros para capturar diferentes comprimentos de onda de luz. Essa imagem específica usou quatro filtros, incluindo um que apenas vê hidrogênio ionizado, de acordo com um comunicado do ESO.

Vale lembrar que as imagens feitas do espaço não são exatamente como o espaço se pareceria diante de nossos olhos. Esses telescópios coletam a luz vindo da galáxia, e então cabe aos astrônomos traduzir as informações sobre a luz para uma imagem colorida. Normalmente, os comprimentos de onda da luz coletada — o que nossos olhos interpretam como cor — não oferecem a representação mais clara do que está acontecendo. Então, cientistas designam diferentes cores aos comprimentos de onda para se chegar a uma aproximação mais bonita. Confira mais sobre isso (em inglês) clicando aqui.

Como as nebulosas de nossa própria galáxia, a Nebulosa da Tarântula é uma região de poeira e gás em que estrelas se formam. Ela também é uma das mais energéticas dessas regiões em nossa vizinhança, segundo o comunicado do ESO (que explica muito mais sobre os detalhes complexos).

O espaço está cada vez mais bonito nessas fotos que a gente recebe.

[ESO]