Tecnologia

Nospace: vem aí o “MySpace” da geração Z; e já tem lista de espera

Nospace quer emular experiência do antigo MySpace para a geração Z. Objetivo é promover um ambiente online saudável e inclusivo
Imagem: Reprodução

Uma nova plataforma — batizada Nospace — promete reviver a nostalgia da primeira grande rede social da internet, o MySpace, mas com uma proposta um pouco diferente das redes sociais tradicionais. Isso porque ela tem foco na geração Z — pessoas que nasceram entre 1995 e 2010.

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O MySpace foi criado em 2003 e rapidamente se popularizou entre os jovens da época. A plataforma estourou em um momento onde o conceito de rede social ainda era pouco conhecido e o acesso à internet não era tão difundido, principalmente em países pobres e em desenvolvimento.

Em razão do sucesso de outras plataformas, como o Facebook, por exemplo, o MySpace acabou perdendo muita popularidade. A administração também teve sérios problemas para entender as demandas do público e se adequar à mudança de comportamento online das pessoas ao final da década de 2000.

Um novo MySpace

Após passar os últimos anos estudando hábitos de redes sociais especialmente entre o público mais jovem, a investidora Tiffany Zhong, 27, está apostando no Nospace. A ideia é oferecer uma experiência de rede social mais saudável e próxima do que a geração Y teve no início do século.

A investidora pretende lançar o novo serviço de mídia social no próximo mês. Atualmente, a plataforma já conta com quase 400 mil pessoas na lista de espera.

Ao New York Post, Zhong afirmou que quer conectar pessoas com gostos e hábitos em comum. Uma vez que, em razão da democratização do acesso à internet, as pessoas tendem a consumir conteúdos diferentes e acabam se isolando uma das outras. Por este motivo, o Nospace foi desenhado para reunir pessoas com interesses em comum.

Ao invés de conteúdos virais e recomendações algorítmicas, o foco é garantir que os usuários vejam as publicações e atualizações de amigos próximos e perfis que realmente importam. Zhong também deseja ir na contramão de plataformas populares entre jovens como Instagram e TikTok, por exemplo.

Um dos principais objetivos da criadora desta nova e ambiciosa rede social é promover um ambiente saudável e inclusivo. Nele, os usuários podem se expressar sem sofrer ataques ou assédio.

Uma mudança crucial em relação a outras redes sociais é a presença de um mecanismo semelhante ao “like”. Porém, ele não impulsiona exibições ou aumenta artificialmente o engajamento do conteúdo. Os usuários poderão usar os “boosts” — como vem sendo chamados — apenas para interação entre amigos e tornar a rede social “mais divertida”.

Vinicius Marques

Vinicius Marques

É jornalista, vive em São Paulo e escreve sobre tecnologia e games. É grande fã de cultura pop e profundamente apaixonado por cinema.

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