A Nova Zelândia anunciou durante a manhã desta segunda-feira (8) que não há mais registro de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no país, com a última pessoa enferma recebendo alta. Isto fez com que que a primeira-ministra Jacinda Ardern removesse todas as restrições que havia por lá.

Para não dizer que não há mais restrições, tem uma ainda: a fronteira do país permanecerá fechada para todos, como uma medida para evitar que estrangeiros transmitam a doença. Neozeolandeses (ou kiwis, como são chamados) obviamente poderão voltar ao país, mas deverão ficar um tempo de quarentena.

Desde a primeira quinzena de maio o país tem flexibilizado o fim do distanciamento social. Num primeiro, foram abertas barbearias, academias e algumas lojas.

“Por ora, nós eliminamos a transmissão do vírus”, disse Ardern nesta segunda-feira. “Embora o trabalho não esteja finalizado, este é um marco”.

O país do Pacífico é considerado um modelo no combate ao coronavírus. Desde o início, Ardern promoveu testes em massa, rastreou quem teve contato com pessoas doentes para isolá-las e contou com uma comunicação transparente. Ao todo, a Nova Zelândia ficou em lockdown por dois meses e meio, com apenas o comércio essencial.

Neste período, o país de 5 milhões de habitantes não teve mais que 30 mortes e contabilizou pouco mais de 1.500 infecções. Sobre testagem, fizeram quase 295 mil.

No fim de maio, foi anunciada a alta do último paciente grave que se tinha registro no país, enquanto havia outros 20 casos de pessoas se recuperando. Com o anúncio desta segunda, aparentemente, está todo mundo recuperado.

Vai ser interessante observar como o país vai lidar com a doença daqui em diante. Claramente, eles não atingiram a chamada “imunidade de rebanho”, quando pessoas não-infectadas acabam sendo protegidas, pois um grande número da população já tem anticorpos da doença. Não existe ainda uma porcentagem específica para a imunidade de grupo ser atingida para COVID-19, mas, a título de comparação, para sarampo é de 95%, e para poliomielite é 80%.

[Axios e Guardian]