Cerâmica é um material incrível — forte, leve e com propriedades térmicas sensacionais. Agora, pesquisadores desenvolveram uma nova forma de imprimir materiais de forma mais efetiva, e os objetos moldados em impressora 3D podem aguentar temperaturas superiores a 1.300°C  — nos testes, a peça impressa aguentou tranquilamente 1.371°C (2.500°F).

A maioria das impressões 3D envolvendo cerâmica usam técnicas complexas de sobreposição de camadas. Como resultado, é necessário usar materiais de fácil derretimento. A técnica também só permite criar peças de formatos simples.



No entanto, uma equipe da HRL Laboratories em Malibu, Califórnia, desenvolveu o que eles chamam de uma resina pré-cerâmica, que possibilita imprimir polímeros regulares em formatos complexos. O processo, conhecido como estereolitografia, fusiona um pó de cerâmica usando luz ultravioleta.

Uma vez que o formato simples é impresso, ele pode ser submetido a um processo de aquecimento a 982°C (1.800°F) que o fará passar de uma resina pré-cerâmica a um objeto de cerâmica. De fato, esta é a primeira vez que pó de cerâmica é usado em um processo de impressão 3D.

Com menores limitações nos tipos de materiais a serem usados, os objetos impressos têm qualidade superior aos comumente feitos nesse tipo de impressora. Com menos falhas na produção, esses objetos conseguem resistir por mais tempo e até superar temperaturas maiores, que podem até ultrapassar 1.300°C. Muitos metais iniciariam processo de fusão com temperaturas, inclusive, menores que essa. A pesquisa foi publicada na Science Mag.

O pessoal da HRL Laboratories ainda informou que a técnica desenvolvida por eles pode ser usada para criar componentes de veículos hipersônicos e motores a jato, pois suportam altas temperaturas.

[Science Mag via 3Ders]