Novo método promete impressão 3D mais rápida; entenda o que é

Protótipo criado na Universidade Stanford, nos EUA, promete impressão em 3D até 10 vezes mais rápida que o método atual
Novo método promete impressão 3D mais rápida; entenda o que é
Imagem: Universidade de Stanford/Reprodução

Pesquisadores da Universidade Stanford, nos EUA, criaram um método que possibilita impressão 3D mais rápida e que mescla vários tipos de resina em um único objeto. É um avanço considerável. Hoje, a tecnologia enfrenta limitações, como um processo lento e uso de materiais específicos — que, na maioria das vezes, só podem ser usados isoladamente. 

O protótipo, anunciado na quarta-feira (28) em um estudo publicado na revista Science Advances, pode criar impressões de cinco a 10 vezes mais rápido que o método de alta resolução que existe hoje. 

A inovação também possibilita que pesquisadores usem resinas mais espessas e com propriedades mecânicas e elétricas mais eficientes. 

“Isso nos permitirá imprimir muito mais rápido, ajudando a inaugurar uma nova era de fabricação digital”, disse Joseph DeSimone, coautor do estudo. “Além de permitir a fabricação de objetos complexos e de múltiplos materiais em uma única etapa”. 

Possíveis usos

O protótipo funciona como uma impressora 3D comum: vai reproduzir objetos em camadas transversais e sucessivas a partir de um projeto. Produtos de impressoras 3D costumam servir como protótipos ou na criação de peças leves, por causa dos materiais usados — geralmente plástico ou ligas de metal.

A inovação mais recente apresenta a possibilidade de tornar esse processo mais rápido. Hoje uma peça pequena impressa em 3D não demora menos de 10 minutos para ficar pronta, por exemplo.

O uso de resina também é um ponto extra. O material é resistente e ideal para projetos maiores, além de ser mais sustentável em termos ambientais. A expectativa dos pesquisadores é que, no futuro, possam usar a impressão 3D para construir estruturas de absorção de energia ou mesmo objetos com sensores avançados.

Agora, a equipe desenvolve um software para otimizar o design da rede de distribuição de fluidos para cada peça impressa. O objetivo é garantir que os designers tenham mais controle sobre os limites dos objetos e os tipos de resina usados na peça no intuito de acelerar ainda mais o processo de impressão. 

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Julia Possa

Julia Possa

Jornalista e mestre em Linguística. Antes trabalhei no Poder360, A Referência e em jornais e emissoras de TV no interior do RS. Curiosa, gosto de falar sobre o lado político das coisas - em especial da tecnologia e cultura. Me acompanhe no Twitter: @juliamzps

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