A Nubank é conhecida por oferecer um cartão de crédito sem anuidade e com controle completo via aplicativo – mais de 2 milhões de pessoas já se inscreveram para ter um. Agora, a empresa está se preparando para incluir programas de fidelidade no serviço.

Fontes dizem ao Estadão que funcionários da Nubank fizeram reuniões nos últimos meses com a Smiles (relacionada à Gol) e a Multiplus (relacionada à TAM).

David Vélez, CEO e fundador do Nubank, evita fixar uma data para o lançamento, mas explica ao Estadão porque quer oferecer um programa de fidelidade: “não atendemos os clientes interessados em programas de milhagem, que têm renda mais alta; ainda não chegamos lá”.

Vélez quer um programa de fidelidade mais simplificado que os atuais, para que o cliente veja os pontos recebidos em tempo real e consiga emitir uma passagem sem muitos obstáculos.

O cálculo dos pontos pode ser um entrave. Ele está atrelado à cotação do dólar no fechamento da fatura, por isso é difícil informar o saldo em tempo real. Talvez seja possível mostrar uma estimativa para o cliente, deixando claro que o saldo final de pontos pode mudar.

Em entrevista ao Gizmodo Brasil, Vélez revelou que os cartões Nubank ganhariam um programa de recompensas no futuro:

Nós ainda não temos nada nesse sentido, mas também não temos nada contra recompensa. Entendemos isso como um segmento de mercado diferente. No nosso, já temos mais de 2 milhões de pessoas que já pediram o cartão. E tem um outro que busca recompensas, milhagens, pontuações etc.

Eventualmente, teremos um produto para este tipo de mercado. O que não queremos é fazer algo igual a todo mundo. Queremos ainda entender e criar uma proposta de valor tão diferenciada como o cartão que temos.

Se lançarmos algo nesse setor, deverá ter nossos valores: simplicidade, transparência, eficiência. Hoje em dia, os programas têm uma série de obstáculos, como pontos que expiram ou dias específicos para poder usar a pontuação. Tudo isso vai contra nossa marca e não queremos isso.

Vélez também discutiu parcerias futuras com sistemas de pagamento móvel, como Apple Pay e Samsung Pay, e o recente investimento que fez a empresa ter valor na casa dos US$ 500 milhões – confira a entrevista completa aqui.

[Estadão]

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