Uma nuvem de poeira se formou após forte temporal que atingiu a Patagônia, no sul da Argentina, no último domingo (24). O boletim técnico divulgado pelo Serviço Meteorológico Nacional aponta que as rajadas de vento durante o temporal alcançaram os 163 quilômetros por hora. 

O resultado é uma névoa de 615 mil quilômetros quadrados de extensão que se move pela costa do Atlântico Sul. Você pode vê-la na imagem de satélite abaixo, publicada no Twitter por Santiago Gassó, pesquisador da Nasa.

A foto mostra que a nuvem se estende por uma faixa de mais de mil quilômetros, cobrindo a região de Puerto Madryn, no Norte da Patagônia, até Mar del Plata, na costa da província de Buenos Aires. 

A possibilidade de a névoa chegar ao Brasil é pequena, de acordo com César Soares, meteorologista da Climatempo. Ele disse ao G1 que, até chegar aqui, a nuvem de poeira já estará muito misturada com a nebulosidade da frente fria. Além disso, ele aponta a condição mais úmida do país como fator que deve desfavorecer a tempestade e, por isso, a nuvem deve se dissipar. 

O fenômeno não se compara aos eventos que foram relatados no interior de São Paulo e em áreas do Centro-Oeste no último mês. O poeirão que aparece por aqui é consequência do solo seco e sujeira depositada durante um longo período — além de problemas como a estiagem, desmatamento e queimadas.

Gassó explicou em seu Twitter que a nuvem de poeira no oceano é resultado do sistema de baixa pressão, normalmente associado à formação de nuvens e chuvas, que trouxe neve para a região de Usuahia e tempestade de vento para a Patagônia.

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[G1]