O inacreditável Instagram do designer de próteses de “A Casa do Dragão”

O designer de próteses Barrie Gower e sua equipe estavam por trás da transformação do Rei Viserys Targaryen (Paddy Considine) em “A Casa do Dragão”
A Casa do Dragão
Imagem: Reprodução/Divulgação HBO Max

Quem assistiu os dez episódios da primeira temporada de “A Casa do Dragão”, deve ter se assustado com o estado que o Rei Viserys Targaryen de Paddy Considine ficou antes de morrer no episódio 8. Para aqueles que acompanharam a produção derivada de “Game of Thrones”, devem ter percebido que a deterioração do personagem aconteceu lentamente.

Primeiro, foram alguns cortes purulentos por estar sentado no Trono de Ferro, depois foram alguns dedos faltando. Após o salto de 10 anos no episódio 6, o personagem perdeu um braço inteiro. Finalmente, no episódio 8, ele estava sem um olho e metade de seu rosto, a maior parte de seu cabelo havia caído e ele parecia mais um esqueleto ambulante do que o Rei Viserys Targaryen.

O designer de próteses Barrie Gower e sua equipe estavam por trás da transformação gradual e medonha do Rei Viserys. O profissional já tem muita experiência em Westeros. Isso porque, ele criou o Rei da Noite e ganhou três Emmys por excelente maquiagem protética em “Game of Thrones”.

Além disso, ele ganhou um Emmy este ano por fazer Vecna ​​em “Stranger Things”.  Barrie também trabalhou em “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, “Chernobyl”, “The Witcher” e muito mais. No Instagram, o profissional costuma compartilhar alguns de seus trabalhos, ou obras de artes se assim podemos chamar, e mostra como transforma os monstros da ficção em “realidade”. Se liga só:

E para a aparência doente do Rei Viserys em “A Casa do Dragão”, Gower examinou doenças da vida real para acertar os detalhes repugnantes. “Pesquisamos vários distúrbios carnívoros”, disse o designer de próteses para a Variety. “Necrose, lepra, todo tipo de referências horríveis. Muitas formas, cores e úlceras interessantes. Eles poderiam nos dar uma boa indicação de texturas, cores, brilhos, como as coisas seriam secas. É muito fundamentado no mundo real das doenças horríveis.”

Quando “A Casa do Dragão” avança no tempo e se passa cerca de 20 anos, a doença de Viserys teve que destruir o personagem lentamente. Um dos primeiros sinais do problema que está por vir é uma “pequena úlcera do tamanho de uma uva nas costas”, uma ferida bastante inócua, mas que sinaliza as dificuldades de ser rei.

Antes de ser declarado morto, Viserys estava magro, careca e viciado em leite de papoula, um opiáceo medicinal popular em Westeros. Para criar esse visual doentio, Gower revela que eles usaram um dublê de corpo magro. O resultado, claro, o  designer de próteses compartilhou em seu Instagram. Confira:

 

“Para uma ou duas cenas, tivemos um dublê de corpo muito esbelto e com uma estrutura óssea muito pronunciada”, disse Barrie Gower. “Gravamos algumas das cenas com feridas nas costas, necrose na clavícula e nos ombros. Então filmamos a mesma cena com Paddy, e os efeitos visuais foram capazes de manipular o rosto de Paddy no corpo do dublê”.

No entanto, ter um dublê de corpo também significou que o tempo de preparação dobrou para criar o cabelo e a maquiagem dos dois homens. No episódio 8, por exemplo, onde é revelado que metade do rosto de Viserys caiu, levou cinco horas para criar as próteses e perucas.

O rosto chocante e ausente é o estágio final de Viserys antes de morrer dormindo no final do episódio 8. Gower relembra que a equipe de “A Casa do Dragão” queria que os espectadores sentissem “tristeza” e “remorso” pelo rei, mas não se assuste com seu olhar. No entanto, criar a aparência deplorável do Targaryen não foi o único desafio do designer de próteses.

Em seu Instagram, Gower compartilhou o resultado final das suas criações para “A Casa do Dragão”, como o bebe que Rhaenyra Targaryen perdeu no último capítulo, além da cabeça decapitada de Vaemond Velaryon e Vhagar, um dos dragões que fazem parte da trama. Veja:

O próximo projeto de Gower na HBO pretende horrorizar o público. Ele está fazendo monstros aterrorizantes e zumbis de “The Last of Us”, a próxima adaptação da HBO da série de videogame pós-apocalíptica. “Foi um sonho tornado realidade”, disse o designer de próteses. “Para um criador de monstros, é exatamente o tipo de trabalho que eu entrei no negócio para fazer. Tivemos muita sorte. Os roteiros são fantásticos. Há alguns momentos realmente aterrorizantes. Há muito para os fãs lá. Acho justo dizer que eles vão ficar muito felizes.”

E como de costume, mostrou as suas próximas obras que estarão em “The Last of Us”, que apareceram no recente trailer lançado da série pela HBO Max. Se liga só:

 

Rayane Moura

Rayane Moura

Rayane Moura, 26 anos, jornalista que escreve sobre cultura e temas relacionados. Fã da Marvel, já passou pela KondZilla, além de ter textos publicados em vários veículos, como Folha de São Paulo, UOL, Revista AzMina, Ponte Jornalismo, entre outros. Gosta também de falar sobre questões sociais, e dar voz para aqueles que não tem

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