O que diabos é isso? Sério, isso acabou de sair de você ou subiu pelo cano do esgoto? Se você acabou de exorcizar um cocô que não se parece com o que você comeu recentemente, pode ser um sinal de uma doença grave. Também pode ser apenas a feijoada da última quarta-feira, então é bom saber o que procurar.

O que tem no seu cocô

As fezes humanas têm muitos nomes, mas são um subproduto universal do trato digestivo humano. Sim, mesmo sua namorada faz cocô, mesmo que você nunca a tenha visto fazer isso. Fezes são o resíduo semi-sólido do corpo e é composto de tudo o que o corpo não pôde absorver ou teve que expulsar. O que quer dizer “porcaria”.

Isso inclui não apenas o que restou dos alimentos, mas também coisas mais hediondas, como células sanguíneas mortas, bile e bactérias gastrointestinais, todas cobertas por uma bainha de muco que ajuda tudo a deslizar para fora. Sempre que você se esforça e luta para passar algo e não é apenas desconfortável, mas parece impossível, você está experimentando o desconforto do seu corpo por não produzir muco o suficiente. Geralmente significa que você está desidratado, então beba um pouco de água.

Lendo o seu sistema digestivo

Quando se trata de cocô, todo mundo é diferente. “Não há um ‘normal’ quando se trata de frequência dos movimentos intestinais, apenas médias”, disse Bernard Aserkoff, médico da Unidade Gastrointestinal do Massachusetts General Hospital em Boston, ao WebMD. Para alguns, ir uma ou duas vezes ao trono por dia é normal, para outros pode ser apenas uma ou duas vezes por semana. Isso não significa automaticamente que há algo errado com o seu intestino. O mesmo pode ser dito em termos de cor, tamanho e formato do seu cocô.

Suas fezes, por exemplo, podem abranger um arco-íris de tons marrons, ocres e verdes e ainda ser considerado dentro dos limites saudáveis. Grande parte da coloração depende das concentrações de bile no seu sistema. Produzida pelo fígado e excretada no intestino delgado, a bile contém colesterol, sais biliares para ajudar a digerir gorduras e resíduos de produtos como a bilirrubina. Como os pigmentos biliares são decompostos pelas enzimas do estômago, eles tendem a mudar de amarelo-esverdeado até o marrom. No entanto, certas cores também podem indicar condições intestinais graves – e potencialmente até algumas formas de câncer:

  • Verde: As fezes claramente verdes podem ser causadas por vários fatores. Isso pode indicar que os alimentos estão passando rapidamente pelo seu sistema (leia-se: diarréia induzida por fast-food), impedindo que os pigmentos biliares sejam suficientemente quebrados. Também pode ser causado pelo consumo de grandes quantidades de vegetais verdes folhosos, quantidades excessivas de corantes artificiais ou até doces de alcaçuz produzidos com óleo de anis, ao invés da planta de alcaçuz de verdade. Algumas pessoas têm sensibilidade ao óleo de anis e podem desenvolver fezes verdes moles depois de consumi-lo. Ou, se você estiver em um regime de suplementos de ferro (geralmente usado para tratar a doença de Crohn e outros tratamentos complementares para o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade), cocô verde-claro é um efeito colateral potencial, como constipação e diarréia, então informe seu médico se isso ocorrer.
  • Branco: as fezes de cor argila ou branca são causadas pela falta de bile nas fezes, potencialmente causada por uma obstrução do ducto biliar. Se o seu sistema biliar estiver bloqueado – por exemplo, cálculos biliares, linfonodos aumentados na porta hepática ou inflamação e cicatrização dos ductos biliares – a bile voltará ao fígado, causando não apenas fezes brancas, mas também dores abdominais, urina escura, e icterícia (amarelecimento das peles e olhos).
  • Amarelo: as fezes amarelas que também são consistentemente gordurosas e cheiram a ovos azedos (devido à presença de sulfeto de hidrogênio) podem ser causadas por altos níveis de gordura nas fezes que não foram quebradas pela bile. Este é um sintoma da doença celíaca; por isso, se você vê isso boiando no seu vaso, definitivamente converse com o seu médico.
  • Preto: as fezes negras são um efeito colateral surpreendentemente comum e podem ser causadas desde uma noite de ingestão de alcaçuz preto e cerveja Guinness, ao regime de suplementos de ferro, à ingestão de grandes quantidades de subsalicilato de bismuto, também conhecido como Pepto-Bismol. Isso acontece quando o subsalicilato de bismuto se combina com pequenas quantidades de enxofre na saliva para formar sulfeto de bismuto, um sal preto altamente insolúvel que pode tingir a língua e as fezes de preto. Felizmente, é uma condição temporária. No entanto, as fezes pretas também podem ser um indicador de sangramento no trato gastrointestinal superior, causado potencialmente por uma úlcera ou tumor. Esse cocô sangrento geralmente tem uma aparência de piche e um cheiro horrível, então se você de repente fez um cocô que é preto e pegajoso e cheira como algo que rastejou até morrer, mas não passou as últimas 16 horas no bar, veja seu médico
  • Vermelho brilhante: Outro sintoma que pode ser mortal ou não ser nada é as fezes vermelhas brilhantes. As fezes vermelhas são bastante comuns, geralmente causadas por corantes naturais e artificiais encontrados em beterrabas, oxicocos (cranberries), beterraba, suco de tomate, gelatina vermelha e misturas de bebidas (ou seja, Ki-suco). Mas as fezes com manchas vermelhas brilhantes ou faixas flutuantes de sangue fresco são um sinal de sangramento no trato intestinal inferior causado por algum tipo de hemorróidas.
  • Azul: se seu cocô é azul, há uma boa chance de você já saber o porquê. Esse é um efeito colateral extremamente raro do consumo de ferrocianeto férrico – mais conhecido como azul da Prússia, um pigmento azul brilhante insolúvel usado no tratamento de envenenamento por metais pesados ​​(radiação, césio e tálio). O cocô azul também pode ser causado por grandes quantidades de Curaçao Blue e refrigerante de uva.
  • Prateado: O cocô prateado é muito possivelmente e um indicador muito ruim da sua saúde intestinal. Se suas fezes tiverem a mesma cor de um castiçal manchado, isso poderá indicar que você está sofrendo de um bloqueio do sistema biliar e de um sangramento no intestino superior. As fezes basicamente brancas causadas pela falta de bile se misturam com o sangue gastrointestinal, que as mancham com a mesma cor, como tinta spray de alumínio. Portanto, se seu cocô se parece com algo que o homem de lata teria feito na casinha, vá rapidamente pela estrada de tijolos amarelos até o Mago da emergência.
  • Roxo: Parabéns, você tem porfiria.
  • Ouro: Você é rico!

A textura do seu cocô pode dizer muito

Homem sentado na privada tentando pegar um rolo de papel higiênico

Não é apenas a cor que importa. A textura também pode dizer muito. E você não precisa ir lá e tocar nele para entender.

No final dos anos 90, uma equipe de pesquisadores liderada pelo Dr. Ken Heaton, da Universidade de Bristol, começou a examinar as fezes como um meio de medir a saúde do cólon.

O excesso de água é reabsorvido das fezes à medida que passa pelo intestino grosso (mais conhecido como cólon) antes de compactar no reto para facilitar a passagem. Normalmente, leva em média 16 horas para que o material digerido passe pelo comprimento do cólon e seja descarregado. No entanto, se o material passar rapidamente ou muito devagar, a matéria fecal resultante pode variar em textura, desde uma sopa até pelotas de cocô de coelho hipercompactas.

A escala de fezes de Bristol, como é conhecida, foi publicada pela primeira vez no Scandinavian Journal of Gastroenterology em 1997. E enquanto alguns membros da comunidade de pesquisa gastrointestinal questionaram a precisão geral da balança, o sistema permanece em uso como meio de avaliar vários tratamentos para doenças intestinais.

De acordo com a tabela, seus sete tipos de fezes são:

Caroços duros e separados (difíceis de defecar)

Tipo 1: caroços separados que se parecem com cocô de cervo ou coelho. Estes são tipicamente os mais difíceis de defecar e são amplamente considerados um sinal de constipação.

Tipo 1 escala de cocô

Em formato de salsicha mas empedrado

Tipo 2: Um tronco unificado em forma de salsicha, composto por uma massa de cocô do tipo 1, todos juntos. Não é tão difícil de passar quanto o tipo 1, mas ainda exige muito esforço, isso também pode indicar um surto de constipação um pouco menos grave.

Como uma salsicha mas com rachaduras na superfície

Tipo 3: Na verdade, é assim que você quer que seu cocô pareça, embora tenda um pouco para o seco. Se você não estiver mordendo a mão para fazer ele passar, este é um cocô perfeitamente saudável.

Como uma linguiça ou uma cobra, liso e macio

Tipo 4: A Vênus de Milo da bosta, essa é a textura “ideal” do cocô. Deve ser em forma de linguiça, com uma superfície lisa e aveludada e envolto em muco. Encantador. Você deve aplaudir após soltar um desses.

Massas macias com bordas nítidas

Tipo 5: Esse é um pouco mole, não chega a ser diarréia, mas definitivamente não é um movimento intestinal normal ideal. Essas massas macias com bordas nítidas são defecadas ​​facilmente.

Pedaços fofos com bordas irregulares

Tipo 6: Também conhecidas como “cocô mole”, as fezes do tipo 6 são indicativas de diarréia moderada. Esses pedaços macios com bordas irregulares se espalham como uma pilha de fezes mole, sem nenhuma semelhança com as fezes em forma de salsicha que esperamos.

Aguado, sem pedaços sólidos. Completamente líquido

Tipo 7: Quando o vulcão está se preparando para explodir e de repente você se encontra correndo para o banheiro, prepare-se para o cocô Tipo 7 – se você pode realmente chamar esse respingo marrom oleoso em sua bermuda de “cocô”.

Portanto, embora você não deva tentar diagnosticar qualquer condição médica baseada apenas nas adivinhações de seu cocô e em um guia encontrado na internet, ficar de olho na cor, quantidade, consistência e qualidade da sua bosta pode ajudar a alertá-lo para mudanças sutis em sua saúde enquanto atua como um barômetro para sua saúde geral.

[Web MD, Mayo Clinic, Wikipedia 1, 2]

Imagem do topo por Joseph