Não há dúvida de que existe um problema sério na formação de profissionais de tecnologia no Brasil, e quem não estiver pronto, poderá ficar sem emprego. Para tentar ajudar neste tipo de formação, empresas de tecnologia estão tentando capacitar as pessoas, até porque é de interesse delas. A última a embarcar nesta é a Oracle.

A companhia anunciou nesta semana um projeto de educação para capacitar jovens de baixa renda para a área de TI. Batizado de Oracle ONE (Oracle Next Education), o programa terá 450 horas de aulas de lógica de programação, front-end, Java e empreendedorismo que durarão seis meses.



A ideia é formar três mil alunos até 2021 e colocá-los em contato com o mercado de trabalho. Para isso, a companhia firmou parcerias com algumas empresas.

Gabriel Vallejo, vice-presidente de marketing da Oracle na América LatinaGabriel Vallejo, vice-presidente de marketing da Oracle na América Latina. Crédito: Oracle

A Alura irá disponibilizar o conteúdo dos cursos online, enquanto a Cogna Educação irá oferecer laboratórios com internet em oito unidades da Universidade Anhanguera para aqueles que não tiverem acesso a computador ou internet para acompanhar as aulas.

Há ainda o apoio do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), para fazer a ponte com estágios. Além disso, a Gerdau, Bayer, Easynvest e Zup ficarão de olho nos alunos para oferecer oportunidades de trabalho.

Apesar de ter como público-alvo jovens de baixa renda, os cursos não são gratuitos. O programa completo custa R$ 99 e pode ser parcelado em seis vezes de R$ 16,50 – pelo cartão de crédito. A justificativa para o valor é incentivar a conclusão do curso: “Se não cobrarmos, a taxa de engajamento é muito baixa”, diz Gabriel Vallejo, vice-presidente de marketing da Oracle na América Latina e líder do projeto.

Para se inscrever é preciso ter mais de 18 anos e preencher um formulário online. Depois do pagamento, é só começar a acompanhar os cursos. As vagas são limitadas, mas não há informações sobre quantos alunos podem participar simultaneamente. O cadastro não pede dados socioeconômicos dos participantes.

Além da Oracle, outras empresas têm soluções semelhantes. A Microsoft tem o AcademIA, enquanto o Google tem um curso em parceria com a plataforma Coursera para quem quiser trabalhar com suporte na área de TI.