Seu pai talvez tenha te levado para acampar, ou te colocado para fazer aulas de violão, ou até te ensinado todas as letras daqueles modões de viola que ele tanto curto. Porém, é bem capaz que nada do que ele tenha feito para você chegue perto do que fez Laurent Aigon. Nos últimos cinco anos, com muito gasto e esforço, ele construiu uma cabine de 737 tão real que vem sendo usada como um simulador para treinamento.

Aigon não é piloto; ele é um garçom que sempre quis ser um piloto. E como 40 anos é um pouco tarde para começar essa carreira do zero, ele fez o melhor que podia: comprou peças na Internet metodicamente, por uns milhares de euros, até construir um painel de controle e tela que funcionam exatamente da forma que a coisa real funcionaria.

E ele não parou aí. colocando cinco monitores interligados à sua máquina, ele tornou possívei simular jornadas a destinos longínquos, como Sidney e Rio de Janeiro. Seus co-pilotos, como era de se esperar, dormem na beliche à sua direita.

Como o Sudouest relata, o trabalho de Aigon ganhou notoriedade fora de casa. Ele foi convidado para dar uma palestra no Instituto de Manutenção Aeronáutica em Bordeaux-Merignac, que também usou seu simulador para treinar estudantes.

O que vem agora para Aigon? Ele espera completar os cinco anos do processo de certificação necessário para entrar no ramo da construção de simuladores de voo. Enquanto isso, esperamos que ele gaste seu tempo olhando um pouco mais para cima; se seus filhos já curtiram o 737, imagine como eles ficarão ao acordarem na cabine de algo como O Voo do Navegador

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[Sudouest via OddityCentral]