A empresa informou que fecharia 13 fábricas no Japão e outras 14 pelo mundo até o fim de março. Ela também planeja demitir mais ou menos 15 mil funcionários, algo como 5% da sua força de trabalho, até março de 2010. Metade dos cortes será feita dentro do Japão.

Fabricantes de itens discricionários – compras que o público pode deixar pra depois ou descartar por completo quando a época não é propícia – foram especialmente atingidos com dureza com o mundo entrando em recessão no ano passado. Tais bens incluem carros, que estão se amontoando conforme a demanda cai vertiginosamente, muito mais rápido que a capacidade dos fabricantes em reduzir a produção.

Os fabricantes japoneses ainda sofreram o baque adicional de ter o iene valorizado perante o dólar ao longo do ano passado. Isto fez com que seus produtos ficassem mais caros para os consumidores no mercado dos Estados Unidos, maiores compradores dos produtos.

Além disto, o Japão possui diversos fabricantes de eletrônicos – entre eles Sony, Panasonic, Sanyo e as fabricantes de câmeras Canon e Nikon – tornando a concorrência ainda mais feroz. A crise atual pode intensificar a pressão para que algumas destas empresas façam uma fusão. Os planos da Panasonic de englobar a Sanyo, empresa muito menor, ainda estão aguardando aprovação regulatória. [NYT]