O Parallels Access transforma o iPad em uma janela para seu computador mais poderoso (e mais pesado) com Windows ou Mac. Mas conectar seu iPad a um computador remoto através da nuvem é a parte (relativamente) mais fácil. A verdadeira magia é como o Parallels Access encolhe, de forma elegante, seus programas de desktop em apps gerenciáveis num tablet.

Acessar um computador remotamente a partir de um iPad não é um conceito novo, mas o Parallels Access tem bons truques na manga – tanto que talvez faça você pensar: como passei tanto tempo sem isso?

O desafio de fazer este tipo de software é comprimir a funcionalidade de um programa desktop – onde há o luxo de se usar um mouse – em uma interface de toque para os seus dedos não tão ágeis. Eu experimentei o Parallels Access, e ele é concebido e projetado de forma bem impressionante. Se ele vai conseguir que as pessoas comuns o adotem, aí são outros quinhentos.

O Parallels Access é um serviço de assinatura que conecta seu computador ao iPad. Desde que ambas as extremidades estejam ligadas à internet, você poderá se conectar.

Feito isso, seu computador desktop vai parecer a tela inicial de um OS móvel. É assim que fica a área de trabalho do Windows:

parallels access (2)

E eis como fica o Mac OS X:

parallels access (1)

Sem problemas de redimensionamento estranho, e sem tentar esmagar um design tradicional de desktop no seu iPad. Na verdade, não há nenhuma estranheza, e essa é a parte essencial. Ele parece ser um sistema operacional móvel, mesmo que o OS do outro lado seja completamente diferente.

O Parallels se sai bem na usabilidade, área onde o software de desktop remoto costuma fracassar. Sim, outros produtos conectam você a um computador e permitem que você os acesse a partir de outro lugar, só que o Parallels consegue muito bem fazer programas desktop se comportarem como apps de iOS. Além de manter certas convenções nativas do iOS – como copiar/colar, e deslizar o dedo para rolar listas – ele também acrescenta algumas novas funcionalidades, como uma lupa que aparece ao tocar e segurar, que ajuda a colocar mais funcionalidade em seus dedos desajeitados.

O conjunto de recursos é muito profundo, mas sem entrar em detalhes entediantes, basta dizer que o Parallels Access traz toda a experiência de acessar remotamente um computador. Não é uma solução frustrante que você usa por estar em uma situação difícil e não ter escolha. É exatamente o oposto: ele é fluido e intuitivo o suficiente para que você considere adotá-lo como uma parte regular da sua rotina.

Dito isto, vale notar que testamos o Parallels Access com edição de texto básico, o que, bem, é básico. Estamos curiosos para ver o que acontece quando você começa a rodar um software mais pesado.

O Parallels Access roda em iPad 2 ou superior, e ele pode se conectar a computadores rodando Mac OS X 1.7 (e superior) ou Windows 7/8 via um software que acompanha o produto. O app é gratuito, mas o serviço custa US$ 80 por ano, por computador, o que é consideravelmente mais caro do que alternativas simples e baratas como o Splashtop 2, que custa apenas US$ 17 por ano. No entanto, a melhor comparação é com os concorrentes mais cheios de funções, como o GoToMyPC (US$ 100/ano) e PocketCloud Pro (US$ 15 + US$ 60/ano).

O Parallels não é a primeira tentativa de dar acesso remoto ao desktop através do iPad, mas em nosso uso rápido, temos a sensação de que ele pode ser o primeiro a fazer isso bem. Saiba mais: [Parallels]