Uma equipe de astrofísicos fez uma descoberta espetacular, apesar de um tanto complexa, a meros 170 anos-luz de distância. Nas palavras deles, é “a primeira evidência de um corpo planetário rochoso rico em água” fora no nosso sistema solar com evidência de água. É o “rochoso” que faz ele lembrar a Terra.

Isso é bem interessante. Um planeta similar à Terra coberto de água em outra galáxia – que dia! Bem, é um pouco mais complicado do que isso. Os cientistas não encontraram o planeta em si, mas apenas “seus restos despedaçados”. Esses detritos costumavam ser um pequeno planeta composto por 26% de água, mas há cerca de 200 milhões de anos, a estrela que ele orbitava – nomeada GD 61 – começou a morrer. Antes de se tornar um anão branco, a GD 61 devorou o planeta e todos os outros corpos no sistema.

Então você não vai nadar pelo sistema GD 61 em breve (nem nunca). No entanto, agora sabemos que é possível que água exista em planetas como a Terra fora do nosso sistema solar. Anteriormente acreditava-se que a água da Terra tinha como origem o planeta-anão Ceres que orbita no nosso Sol próximo ao cinturão de asteroides. Isso significava que a água não era exclusiva da Terra, mas poderia ser um fenômeno único do nosso sistema solar. Não é bem assim.

Esta é apenas uma de uma série de descobertas excitantes nos últimos meses sugerindo que esta pedra coberta de água que chamamos de Terra (e lar) não é tão única assim. Em dezembro passado, cientistas encontraram Tau Ceti, um planeta similar à Terra e possivelmente habitável a apenas 12 anos luz de distância. Alguns meses depois, eles encontraram dois outros a cerca de 1.200 anos luz identificados como os dois exoplanetas mais perfeitos para viver. E, na mesma época, cientistas disseram que é possível que existam cerca de 100 bilhões de planetas assim apenas na Via Láctea!

São muitos planetas parecidos com a Terra, mas não sabemos se eles realmente são habitáveis. E ainda vai demorar muito tempo para descobrirmos isso. Enquanto isso, Marte fica cada dia melhor.

Foto via Mark A. Garlick, space-art.co.uk, Universidade de Warwick e Universidade de Cambridge