A plataforma sueca Storytel chegou hoje (11) ao Brasil para entrar em um mercado ainda não tão explorado por aqui de audiobooks. Os conteúdos em português são oferecidos em diferentes formatos, incluindo podcasts, séries, produções originais, ebooks e, é claro, audiolivros.

Segundo a empresa, são mais de 300 mil títulos disponíveis globalmente e o Brasil é o 18º país a receber a plataforma. A Storytel afirma que vai estrear podcasts originais com os autores Monja Coen, Fred Elboni e Madama Brona, além de futuros conteúdos exclusivos de Clara Averbuck, Thalita Rebouças, Regina Navarro Lins, entre outros.

Para acessar todo esse acervo, a plataforma cobra uma mensalidade de R$ 27,90. Apesar de ainda não haver muitas opções de serviços do tipo, o preço pode ser uma desvantagem do Storytel. Ele é mais barato que o Ubook, que cobra R$ 29,90 (ou R$ 49,90 pelo acesso ao acervo + um livro físico por mês), mas ainda é mais caro que o Tocalivros, cuja assinatura mensal é de R$ 19,90, mas ainda disponibiliza alguns títulos gratuitamente.

Outro forte futuro concorrente é o Audible da Amazon, que, caso chegue no Brasil, deve ser incluído no plano de R$ 9,90 do Prime. Por enquanto, é possível comprar alguns livros avulsos na plataforma, mas o acervo em português é limitado. O aplicativo Books, do Google Play, também vende audiolivros avulsos e conta com mais títulos em português que a Amazon.

Apesar de ainda não serem tão populares, os audiobooks oferecem algumas vantagens. Primeiramente por questões de acessibilidade, seja para deficientes visuais como para analfabetos. O “livro falado” é uma forma de expandir a distribuição de cultura e conhecimento para outros públicos que encontram algum tipo de barreira na leitura.

Além disso, assim como os podcasts, o formato de audiolivro é uma maneira bem produtiva de consumir conteúdo. Principalmente considerando o número crescente de informações e tarefas a que somos expostos diariamente, qualquer minutinho bem aproveitado durante o trajeto para casa ou trabalho já é uma vitória.