Por que o ouro – e não o ósmio, o lítio, o rutênio ou qualquer outro elemento – se transformou em dinheiro para nós, humanos? Sanat Kumar, engenheiro químico da Universidade de Columbia, pegou a tabela periódica e explicou porque o resto dos elementos não teriam o mesmo efeito.

De primeira, Kumar explicou a NPR que a coluna da extrema direita da tabela é logo eliminada – são gases, meio complicado por razões óbvias. 38 elementos perdem a corrida por serem muito reativos – corroem ou inflamam ao entrar em contato com o ar. As duas linhas de baixo mostram elementos radioativos, ou seja, longe de ser uma boa ideia. Nós já saímos de 118 elementos para 30. Rápido demais.

Assim, Kumar explica que o homem quer que o metal seja raro, mas não tão raro assim. Assim, sobram cinco metais preciosos: ródio, paládio, prata, platina e ouro.

A prata é uma boa, mas perde o brilho com facilidade. O ródio e o paládio não foram descobertos até o início dos anos 1800, então foram eliminados. O ponto de fusão da platina é de mais de 1.600ºC, então seria preciso uma fornalha bem profissional para transformá-la em moedas, algo muito mais moderno do que era usado nas civilizações antigas.

E assim sobra nosso bom e velho amigo ouro. E Kumar diz que se recomeçássemos a história, nós provavelmente escolheríamos o ouro novamente: “Na Terra, com todos os parâmetros que temos, o ouro é a melhor escolha… Não há como pensar em outra possibilidade”. [NPR]

Crédito da imagem: Arabani