O filme Steve Jobs foi um fracasso de bilheteria, faturando apenas US$ 7,3 milhões em seu primeiro final de semana nos cinemas dos EUA. Será que chegamos ao nosso limite de Jobs?

É o que a Variety diz sobre o desempenho ruim do filme dirigido por Danny Boyle, que conta com Michael Fassbender (no papel do cofundador da Apple), Kate Winslet (como a executiva de marketing Joanna Hoffman) e Seth Rogen, (como Steve Wozniak). A aventura anterior do roteirista Aaron Sorkin no mundo da tecnologia, A Rede Social, estreou faturando US$ 22 milhões, mas isso foi quando o Facebook ainda estava em ascensão e a sua mãe ainda não sabia quem era Mark Zuckerberg, enquanto a vida e a trajetória de Jobs já são mais conhecidas pelo público. Como disse a Variety:



Jobs, a sua genialidade em design e a sua personalidade difícil já foram bastante exploradas. Temos a biografia de Walter Isaacson, que foi usada como base para o filme de Sorkin, o filme com Ashton Kuthcer, e infinitos artigos. Steve Jobs pode ser um monte de coisa, mas ele não é nem um pouco desconhecido.

Para quem conhece um pouco da história de Jobs, não há nada muito novo em Steve Jobs. Muita gente sabe que ele não era exatamente um cara bonzinho, que teve uma relação tumultuada com a sua filha Lisa, e que atravessou alguns fracassos tecnológicos antes de triunfar com o iMac.

E quem realmente admira Jobs provavelmente já assistiu a vários outros filmes com ele – além de Jobs, com Ashton Kutcher, temos o documentário Steve Jobs: The Man In The Machine, de Alex Gibney, e até mesmo Piratas do Vale do Silício.

A verdade é que já chegamos ao nosso limite de Jobs, e ninguém pede por mais. Além disso, o desenvolvimento do filme foi uma novela que se arrastou por alguns anos, como emails hackeados da Sony revelaram, com problemas sucessivos com diretores e estrelas que abandonaram o projeto. Fassbender e o resto da equipe fizeram um ótimo trabalho com o material, mas é difícil vendê-lo e o final é desnecessariamente piegas.

Críticos podem ter adorado o filme, mas a audiência deu um recado bem claro: já sabemos quem foi Steve Jobs. E não estamos interessados em ficar sentados assistindo a mais uma história sobre ele. [Variety]