Em 2026, haverá muito menos fome no mundo, e isso é algo a se comemorar. O motivo para isso não é que produziremos mais comida, no entanto. E sim que ela está ficando mais barata.

O Departamento de Agricultura dos EUA analisou os números do custo de alimentos nos países com renda mais baixa e intermediária no mundo, que também são os responsáveis pela maior parte da fome mundial. Nesses países, cereais normalmente representam o grosso da dieta – e o preço dos grãos deve cair bastante nesses próximos dez anos. Ao mesmo tempo, muitos desses países estão prevendo pequenos aumentos na renda da população.

Juntando essas coisas, a simultânea queda nos preços e aumento na renda significa que o número de pessoas com fome globalmente vai cair 60% ao longo da próxima década. Assim, em 2026, apenas 6% da população mundial vai sofrer fome, em vez dos 17% atuais.

Por mais que a queda da fome no mundo seja algo excelente, ter um grande número de pessoas dependente de poucos alimentos para toda a dieta é um problema. Isso deixa todas essas pessoas incrivelmente vulneráveis a falhas na colheita. Ou, se os preços dos grãos subitamente começarem a subir, não apenas os ganhos serão perdidos, mas também pode haver um aumento na quantidade de pessoas com fome. Além disso, comer só alguns tipos de alimentos – quase só cereais – pode significar que essas pessoas não têm acesso a todas as vitaminas que precisam.

A queda na fome na próxima década é algo a se celebrar, mas para as coisas melhorarem de verdade vamos precisar ir muito além do que simplesmente observar o preço dos grãos caírem.