Já imaginou se os robôs pudessem criar “cópias” de si mesmo? É, parece que isso se tornou possível. Os cientistas americanos que criaram os primeiros robôs vivos dizem que essas formas de vida, conhecidas como xenobots, agora podem se reproduzir.

Os organismos podem coletar centenas de células individuais, como um Pac-man, para montar, espontaneamente, bebês bots, que crescem em poucos dias.

Mas o que torna esse robôs diferentes dos convencionais?

Os xenobots são formados a partir de células-tronco de Xenopus laevis, uma rã africana com garras, cujas células têm minúsculos “pelos”, chamados cílios, para ajudá-las a se movimentar.

O cientista Sam Kriegman, um dos responsáveis pela criação dos xenobots, disse ao site Insider que, embora as pessoas pensem que robôs são sempre grandes figuras metálicas, o termo realmente se refere a qualquer máquina que faz “trabalho físico útil” no mundo.

“Dessa forma, é um robô, mas também é claramente um organismo feito de células de sapo geneticamente não modificadas”, acrescentou Josh Bongard, professor de ciência da computação e robótica especialista da Universidade de Vermont e também autor do estudo.

De acordo com a pesquisa da dupla, o método de replicação é tão notável quanto os próprios bots. As células normalmente se desenvolveriam em pele de girino, mas a mistura de células projetada por computador usa a replicação “cinemática” (baseada em movimento), normalmente vista apenas com moléculas. Nenhum animal ou planta conhecido se reproduz dessa maneira, segundo Kriegman, os robôs efetivamente quebraram as “regras” da biologia.

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Após a surpresa, agora o principal objetivo dos cientistas é aprender como controlar, direcionar, apagar ou até aumentar os robôs vivos.

Segundo eles, aprimorar esse desenvolvimento em um laboratório rigidamente controlado pode levar a um crescimento cuidadosamente gerenciado. Isso poderia levar à medicina regenerativa e a ferramentas antipoluição que ainda não existem.