Quando a Netflix anunciou Q-Force pela primeira vez, em 2019, a série animada parecia uma lembrança esquisita da franquia James Bond e outras histórias sobre super espiões hiper masculinos que marcaram o gênero por décadas. Mas o primeiro trailer do Q-Force deixa bem claro que busca ser menos 007 e mais Três Espiãs Demais, voltado para jovens adultos que assistiram a animação pela primeira vez em 2001 aliando a temática LGBTQI+.

O trailer apresenta Steve Maryweather (Sean Hayes), um ex-membro da Agência de Inteligência Americana (AIA) que foi um dos mais cotados até que se assumiu gay. Com a revelação, a AIA tenta descartar Maryweather mandando-o para sua filial em West Hollywood, mas Steve rejeita os planos da organização de minimizar seus talentos e forma sua própria equipe.

O novo time é composto por gênios queer, como a especialista em mecânica Deb (Wanda Sykes), um especialista em disfarces chamado Twink (Matt Rogers), e a especialista em tecnologia do esquadrão Stat (Patti Harrison). Completando a Q-Force está o Agente Buck (David Harbor), o único homem heterossexual entre eles que está apenas na equipe porque a agência exige, apesar do fato de que todos os outros serem capazes de fazer o trabalho.

O Q-Force parece ter uma energia semelhante à da animação brasileira Super Drags, também da Netflix, que foi cancelada após a primeira temporada. Mas, ao contrário de Super Drags que tinha personagens que tendiam a zombar carinhosamente da cultura queer enquanto se concentrava na subversão do gênero, a premissa de Q-Force e as piadas no trailer parecem uma atitude muito mais mansa e reconhecível para o tipo de ode estranha que o próprio programa pede.

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Os trailers podem enganar, e o Q-Force pode acabar tendo algo interessante para dizer quando for lançado. A animação estreia em 2 de setembro nos Estados Unidos, sem confirmação de data para sair no Brasil, por enquanto.