Até hoje, a maioria dos aparelhos 5G lançados no Brasil foram bem caros, com preços acima dos R$ 2.700. Isso pode mudar em breve com o novo chip Snapdragon 480 da Qualcomm, que promete baratear o acesso a essa tecnologia.

Apesar de fazer parte da série 400, o Snapdragon 480 não só oferece suporte a 5G sub-6GHz e mmWave como também possui um processador octa-core, composto por dois núcleos Cortex A76 de alto desempenho junto com seis núcleos Cortex A55 para maior eficiência energética.

Isso significa que o Snapdragon 480 pode oferecer níveis de desempenho semelhantes ao Snapdragon 730G usado em telefones como o Pixel 4a, mas com suporte adicional para redes celulares de última geração — uma mão na roda para as fabricantes que querem colocar 5G nos seus aparelhos mais baratos.

Quando se trata de conectividade, o Snapdragon 480 usa um modem X51 integrado. Segundo a Qualcomm, ele pode atingir velocidades de download de até 2,5 Gbps ou uploads de até 660 Mbps em 5G. No 4G, o download pode chegar a 800 Mbps. Além disso, ele também oferece suporte a Bluetooth 5.1 e Wi-Fi 6.

Captura de tela: Qualcomm

E embora tenha sido projetado para ser um chip de nível básico, o Snapdragon 480 também pode oferecer alguns recursos de última geração antes encontrados apenas em telefones mais premium, como suporte para telas de 120 Hz com resolução FHD+, captura de fotos com até três câmeras simultaneamente (cada uma delas usando 13 megapixels), captura de vídeo tripla simultânea (a até 720p) e uma melhoria de até 70% em performance de inteligência artificial em relação ao seu antecessor, o Snapdragon 460.

Oppo, HMD (que detém a marca Nokia) e OnePlus já se comprometeram a fazer aparelhos com o Snapdragon 480. A expectativa é que eles cheguem a smartphones que custam cerca de US$ 250 no mercado norte-americano.

Por aqui, eu apostaria em uma faixa em torno dos R$ 2.000. Ainda não é muito acessível, mas é bem mais barato que lançamentos anteriores. Mesmo assim, o 5G no Brasil ainda é um tanto limitado: as operadoras estão recorrendo à tecnologia DSS, que usa as mesmas frequências do 4G, já que o leilão das bandas específicas ainda não aconteceu e está previsto para este semestre.

Colaborou: Sam Rutherford