Produzir conteúdo para o YouTube é trabalho já há muito tempo. E, para muitas famílias, isso se tornou mais do que um complemento de renda — especialmente durante a pandemia, que contribuiu para diminuir o número de vagas formais no Brasil.

O esquema é simples: criadores sobem seus vídeos na plataforma gratuitamente e recebem a maior parte das receitas geradas com anúncios. Quanto mais visualizações fazem, mais grana arrecadam. E, como cerca de um bilhão de horas de vídeos são assistidas no YouTube no mundo todo diariamente, esse retorno financeiro pode ser bem interessante.

Um levantamento feito pelo YouTube em parceria com a consultoria Oxford Economics, da Inglaterra, analisou o impacto que a plataforma tem na economia brasileira.

De acordo com o estudo, o ecossistema criativo do YouTube contribuiu, em 2020, com R$ 3,4 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) do país, e ajudou a gerar mais de 122 mil empregos com carga horária equivalente à integral. Essas vagas não consideram apenas os criadores de conteúdo, mas também profissionais envolvidos em atividades relacionadas à produção, filmagem e edição de vídeos.

Vale notar, aqui, um quesito de metodologia: o número de vagas geradas (equivalente a empregos em período integral) foi estimado através das respostas sobre o número de horas trabalhadas no YouTube. O levantamento inclui apenas as respostas dos criadores de conteúdo que passaram no mínimo oito horas semanais trabalhando no YouTube

A pesquisa considerou dados de três pesquisas anônimas feitas no Brasil, que entrevistaram, ao todo, 3.900 usuários, 900 criadores de conteúdo e 500 donos de negócio. Desse grupo, 77% concordou que o YouTube oferece oportunidades para criar conteúdo e gerar renda de uma forma que eles não conseguiriam em mídias tradicionais.

A maior parte dos canais ainda é dirigida por criadores independentes. Nos últimos anos, no entanto, cresceu o número de empresas que apostam na plataforma como uma estratégia de divulgação, para aproximá-las de seus clientes e conquistas novos públicos.

Segundo a pesquisa, 87% dos negócios que possuem canal no YouTube afirmam que a plataforma serve para ajudá-los a entender seu público. 85% afirma que conseguiram aumentar sua base de clientes após começarem a produzir vídeos. Mas o impacto mais significativo está na divulgação: 92% das empresas avaliam que, com o YouTube, são encontradas mais facilmente pelos clientes.

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A publicidade mais tradicional também foi considerada na conta. 85% das pequenas e médias empresas que anunciam no YouTube concordam que os anúncios do YouTube ajudam a aumentar suas vendas. A pesquisa aponta, também, que 84% das pequenas e médias empresas que utilizam o YouTube concordam que o YouTube os ajudou a manter seus negócios durante a pandemia de Covid-19.