A Razer, fabricante de acessórios para computadores focados na comunidade gamer, lançou um programa chamado SoftMiner. Baixando e instalando o software no seu computador, você passa a usar a capacidade ociosa da sua máquina para minerar criptomoedas. Mas você não fica com um bitcoinzinho, nem nada do tipo — tudo o que você ganha são créditos para a loja da marca.

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As moedas também não ficam com a Razer. De acordo com o Motherboard, o SoftMiner se conecta com uma plataforma de terceiros, a GammaNow. Ela é que realiza o processamento e administra as criptomoedas obtidas — majoritariamente ether e outras altcoins.

Portanto, há dois intermediários na jogada: a Razer e a SoftMiner. E isso em um contexto em que as criptomoedas estão perdendo seu valor nos mercados. Como era de se esperar, o que sobra para o cliente não é muita coisa: os créditos que você ganha na loja da Razer, chamados de Razer Silver, valem muito pouco.

Segundo as contas feitas pelo ZDNet, cada Silver vale US$ 0,003 — na cotação atual, dá algo em torno de R$ 0,012; isso mesmo, um centavo de real. Para ganhar um cartão de presente de US$ 5, de acordo com as contas feitas pelo site, levaria três dias minerando sem parar, e isso sem levar em consideração gastos com energia elétrica e o desgaste do seu próprio equipamento.

Você levaria mais de um ano com sua máquina ligada 24 horas por dia, 7 dias por semana, para conseguir um teclado Razer Huntsman Elite, que custa cerca de R$ 1.400, de graça. E isso não é possível, porque os Silvers recebidos só tem validade por um ano.

Bom, talvez seja melhor deixar seu PC quietinho enquanto você não está usando.

[The Next Web, Motherboard, ZDNet]