No dia 24 de dezembro de 2020, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) fotografou “rios dourados” na floresta amazônica do Peru. Apesar de impressionante, a imagem, divulgada na quinta-feira (11), revela um problema antigo no local.

Esses rios são, na verdade, cavas resultantes da atividade de mineração ilegal na região de Madre de Dios. A prática está associada a uma série de problemas ecológicos e socioeconômicos que já vêm sendo denunciados há tempos.

De acordo com um estudo de 2019 realizado pelo Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina, a extração de ouro no local já foi responsável por desmatar cerca de 9 mil hectares da Amazônia peruana em 2018.

Outra preocupação é o fato de que, durante o processo de extração do ouro, são utilizadas toneladas de mercúrio, que acabam contaminando os rios ou sendo liberadas na atmosfera, representando um sério risco de saúde para as comunidades locais.

Esses poços costumam estar “escondidos”, mas o astronauta da Nasa conseguiu capturá-los graças ao reflexo da luz do Sol, que tornou-os visíveis. E essa não é a primeira vez que o Peru enfrenta o problema da mineração ilegal.

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Estudos de 2012 indicam que havia cerca de 30 mil garimpeiros explorando a região Madre de Dios. Já em 2019, o governo peruano expulsou cerca de 5 mil mineiros ilegais de La Pampa. Conforme observado pela BBC, as comunidade locais vivem em situações precárias e, com o aumento do preço do ouro, acabam encontrando na mineração uma oportunidade de se sustentar.

[BBC]