A Alphabet, empresa controladora do Google, anunciou nesta semana seus planos para continuar o desenvolvimento de robôs que aprendam a realizar tarefas cotidianas.

Para isso, a companhia reservou alguns de seus protótipos que estavam nos laboratórios “X”, divisão específica para o desenvolvimento dessas máquinas em sua sede de Bay Area, Califórnia, para fazer a limpeza das dependências do Google.

O projeto “Everyday Robot”, que tem ares de ficção científica, ganhou vida em 2019, quando foram apresentadas imagens de um dos modelos separando objetos para reciclagem.

Mas a esperança da Alphabet e dos seus concorrentes que trabalham nesse projeto é utilizar o aprendizado da máquina para que os robôs possam realizar serviços em espaços não estruturados como residências e escritórios para liberar os humanos das tarefas “chatas”.

Você pode imaginar que não deve ser muito difícil programar uma máquina para realizar um desses trabalhos simples que fazemos todos os dias, já que recentemente é comum vermos robôs dançarinos ou que fazem parkour.

Criar máquinas que fazem serviços repetitivos na indústria é uma habilidade que já é dominada há vários anos. No entanto, atividades de limpeza em locais ainda não conhecidos pela máquina continuam sendo um desafio para os desenvolvedores.

Apesar do avanço que podemos observar nas imagens divulgadas pela Alphabet, a movimentação dos robôs ainda está longe de ser a ideal. São necessários ajustes minuciosos e bem específicos que devem durar alguns anos até que o funcionamento dos robôs atinja um nível satisfatório.

Embora ainda não tenha chegado no ponto ideal, testar as máquinas em “campo”, ou seja, realizando tarefas cotidianas reais, em locais de verdade e não apenas em um laboratório, parece ser um avanço. Estudos de dispositivos robóticos são normalmente realizados em ambientes controlados, bem longe das imprevisibilidades do mundo real.

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