Os headsets de realidade virtual hoje em dia usam seus olhos e orelhas para fazer com que as experiências simuladas pareçam mais reais, mas e os outros sentidos? Pesquisadores da Universidade de Stanford criaram uma maneira de suas mãos e dedos sentirem objetos virtuais, com um robô único que parece uma versão animada daqueles brinquedos Pin Art.

O ShapeShitf parece um pequeno PC desktop aumentado com uma grade densa de “pinos” retangulares no topo. Quando ele é movido em uma superfície plana como uma mesa, um marcador de rastreamento sincroniza a localização da caixa ShapeShift à localização das mãos do usuário em um mundo de realidade virtual. Quando as mãos virtuais do usuários se esticam para tocar um objeto virtual, os pinos no topo do ShapeShift se estendem e retraem para formar uma representação aproximada desse objeto no mundo real, permitindo que ele seja sentido e tocado.

O ShapeShift também pode ser montado em uma plataforma de robô omnidimensional para que, em vez de o usuário da realidade virtual ter que movê-la, a caixa se mova sozinha, guiando as mãos do usuário até um objeto ou experiência específicos.

Um monte de hastes retangulares de metal se mexendo para cima e para baixo não recria exatamente a experiência de, digamos, acariciar um gatinho fofo que possa existir em um mundo em realidade virtual do usuário, mas, se a densidade das hastes for aumentada em versões futuras, formas mais detalhadas e com sensação mais autêntica poderiam ser feitas. Embora seja uma pesquisa fascinante mesmo nessa pequena escala, imagine uma sala inteira com hastes ondulantes de parede a parede em vez de um piso: o terreno dentro de uma experiência de realidade virtual poderia ser perfeitamente recriado sob os pés, permitindo que alguém escale fisicamente sobre colinas, detritos ou outros objetos, melhorando a experiência geral.

[Stanford Shape Lab via YouTube]