O rover Perseverance, da NASA, pousou em Marte em fevereiro de 2021. Desde então, ele tem explorado a cratera Jezero, que parece ter abrigado um rio há bilhões de anos.

Na Terra, os sedimentos dos rios costumam trazer marcas de vida, e é isso que os cientistas estão buscando no Planeta Vermelho. O rover começou sua exploração pelo fundo da cratera, mas chegou ao delta do rio em abril de 2022. 

O delta possui sedimentos de granulação fina, que são mais prováveis de abrigar vida. Agora, o Perseverance coletou uma amostra circular de rocha na região para, no futuro, ser estudada na Terra. Veja a marca:

Perseverance
Imagem: NASA/JPL-Caltech/ASU/Reprodução

O material foi retirado de um arenito com grãos grossos, que pode ter se formado devido à atividade de um rio de fluxo rápido. O pedregulho estava localizado em uma das camadas rochosas mais baixas do delta, o que significa que é uma das rochas mais antigas formadas no rio Jezero. 

O rover conta, no total, com 43 tubos para amostras, todos com largura pouco superior a de um lápis. A NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) planejam recuperar pelo menos 30 desses tubos recheados de material. 

Mas o retorno das rochas para a Terra não deve acontecer antes de 2033. Por enquanto, os cientistas ainda estão estudando o melhor lugar para deixar as amostras, que devem ser recuperadas por uma espaçonave. 

A base do delta, uma região plana localizada entre o Lago Encantado e o Hawksbill Gap, parece uma boa opção para os pesquisadores. Poucas rochas ocupam o espaço, o que torna a área ideal para o pouso de uma espaçonave.